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Thomaz Vita Neto
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Usando o bogu (protetor corporal), Christian Ventura e Yudi Alan Yano treinam o keiko (luta)
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Você já ouviu falar em competição de kenjutsu? A arte milenar dos samurais no uso da espada foi introduzida há 17 anos no Brasil, vem conquistando adeptos em Rio Preto e já se tornou uma modalidade de competição. A cidade tem hoje o terceiro melhor atleta do País na categoria 4º e 5º kyu. A equipe rio-pretense é uma ramificação do Instituto Niten, fundado pelo sensei Jorge Kishikawa. “É uma arte que vem crescendo muito. Já é o nono Campeonato Brasileiro. Neste ano foi realizado em maio, em Ribeirão Preto”, conta o medalhista de bronze Christian Ventura, de 38 anos, que também é músico e responsável por ministrar os treinos em Rio Preto.
O Nitem possui cerca de 800 alunos em 40 filiais distribuídas no Brasil, Argentina e Chile. Atualmente, a equipe de Rio Preto tem sete integrantes. Além de Ventura, Yudi Alan Yano, 27 anos, Reinaldo Mendonça, 43, Juliano Kanamota, 34, Eduardo Cardoso, 39, Neto Fernandes e Henrique Ramiro, ambos 17 anos. Kenjutsu quer dizer a arte da espada e tem como proposta treinar a energia da garra, coragem, equilíbrio e controle da razão sobre a emoção, em situações do cotidiano. “É uma filosofia de vida, pode ser empregada na vida familiar, profissional, em situações como no trânsito. Deixa o espírito em paz e faz você dar a importância devida a cada coisa”, disse o comerciante Mendonça, que é 7º kyu na arte.
As aulas são ministradas no Círculo Operário Riopretano e têm duração de até três horas, com alongamento, aquecimento, movimentos básicos, os katas, kihons, que são movimentos de lutas, e o keiko, que é a luta em si usando o bogu - acessório de segurança que protege o corpo. “Melhora o condicionamento físico, a concentração e para mim fortaleceu a coluna, local onde sentia muitas dores após jogar futebol”. afirmou Yano, que é fotógrafo publicitário e 6º kyu. “É um esporte onde seu principal adversário é você. Tem de manter a mente vazia e agir pelo instinto”, emenda. A graduação no kenjutsu começa no nível 0, passa ao 7º kyu e decresce até o 1º kyu. Após essa escala começa a graduação por dans.
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Thomaz Vita Neto
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Christian Ventura (à esq) ficou em 3º lugar no Brasileiro e Yudi Alan Yano faz demonstração de kata
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Prova avalia movimentos das armas
Numa competição de kenjutsu existem as disputas de katas, onde é avaliada a plástica das mais de 60 posturas possíveis nos movimentos com espada e lança, e os combates em si. onde os lutadores escolhem suas armas. O kodashi é a espada de bambu pequena. Shinai, a maior. O naginata é uma lança de bambu com formato de foice na ponta. “O competidor pode até escolher duas armas, mas precisará de maior concentração para dominá-las”, disse o pré-shodei Crhistian Ventura.
Já o kusarigama é uma espécie de foice de aço atrelada a uma corrente e uma bola na outra ponta, usada apenas em katas, como a espada de lâmina de aço, a iaito. A bokuto é a espada em madeira usada para treinar os katas. “Numa competição as categorias são divididas pelo kyu e por faixa etárias”, emendou Ventura.
Dentro de um círculo de três metros, não se pode recuar até que seja dado o primeiro golpe por uma das partes, e nem empregar força violenta nos golpes. “Ganha que praticar o ippon, que é o golpe perfeito, observado pelos três juízes da prova” , ressalta Ventura. A luta também pode ser vencida com dois yokos (golpes de menor intensidade).
Para se praticar o esporte o investimento inicial em uma shinai é de R$ 130, além de uma mensalidade de R$ 70. Uma espada em lâmina de aço chega a custar R$ 6 mil. Informações sobre o kenjutsu no site: www.niten.org.br.
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