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Divulgação
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Empresas querem encontrar trabalhadores e evitar ‘apagão’
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O setor automotivo deverá ser responsável pela abertura de 59,7 mil postos de trabalho no Estado de São Paulo até 2012. O número representa um aumento de 23,5% no nível de emprego setorial. Se levada em consideração a mão de obra necessária para repor as vagas já existentes e que deverão ficar desocupadas no período por demissões e aposentadorias, o número de contratações deverá ficar ao redor de 102,8 mil.
As informações são de um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para identificar a demanda potencial por mão de obra especializada no Estado. O objetivo é criar condições para que as empresas possam se antecipar e evitar o risco de apagão de mão de obra treinada que ameaça o País.
Para calcular a quantidade de vagas a serem abertas nos próximos anos, a Fiesp tomou como base a previsão de crescimento do setor: 12,61% para 2010, 6,47% para o ano que vem e 8,76% para 2012. No primeiro semestre, as montadoras produziram 1,75 milhão de unidades no País, 19,1% a mais do que em igual período de 2009.
“É um crescimento significativo”, observa o diretor do departamento de ação regional da Fiesp, José Roberto Ramos Novaes, que coordenou o trabalho. “Passada a crise, as empresas estão investindo em novas tecnologias e novas fábricas, e precisam de profissionais mais qualificados.”
Raridade
O problema é que esse tipo de mão de obra é um artigo cada dia mais raro no mercado. Quando precisam de trabalhadores qualificados, as empresas ou vão buscar na concorrência, à custa de benefícios e salários mais altos, ou investem na formação de profissionais dentro das próprias fábricas.
“É essa sincronização entre a oferta e a demanda que a gente pretende fazer com esse trabalho”, diz Novaes.
Além das montadoras - de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus -, o setor automobilístico engloba ainda a indústria de autopeças e os fabricantes de reboques e carrocerias. Hoje, existem 2.137 empresas dessa natureza no Estado de São Paulo, o equivalente a 41,15% do total nacional (5.193 estabelecimentos).
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