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Jolie já ganhou um Oscar interpretando drama, mas explodindo coisas a atriz também se sente à vontade
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O que atrai mais bilheteria do que um filme que mistura um agente da CIA em missão ou fuga mirabolante, com cenas de ação repletas de carros atirados para longe com explosões e tiros, muitos tiros? O mesmo roteiro sendo protagonizado por uma mulher.
Quer apimentar um pouco mais o molho? Coloque no papel de mocinha (ou vilã, como preferir) uma certa atriz de lábios fartos e corpo escultural hábil em colocar seu sex appeal a serviço do gênero de ação: Angelina Jolie. Está pronta a receita de “Salt”, principal estreia de hoje nos cinemas do Brasil.
O longa dirigido por Phillip Noyce conta a história de uma agente secreta, Evelyn Salt, acusada por um desertor russo de ser uma espiã russa infiltrada. Dessa forma, a agente passa a ser a pessoa mais procurada em território americano, Para conseguir provar sua inocência, ela tem de fugir, proteger o marido, um biólogo alemão, e reunior elementos que comprovem sua inocência. É tipicamente uma jornada dupla ou tripla de trabalho, digna de uma heroína feminista.
Originalmente, o papel de protagonista foi pensado para Tom Cruise, pelo roteirista Kurt Wimmer. O ator recusou o papel por julgá-lo muito semelhante a Ethan Hunt, o personagem vivido por ele na série “Missão Impossível”. Para provar que as mulheres são capazes de assumir papéis masculinos mesmo em Hollywo-od, Jolie aceitou encarnar a “super-mulher” deste filme de ação.
Phillip Noyce já trabalhou com Angelina em “O Colecionador de Ossos”, em que a atriz interpreta Amelia Donaghy, policial novata que auxiliava as investigações de crimes cometidos por um serial killer.
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Angelina Jolie vive a agente Evelyn Salt, investigada pela CIA: mais tiros, fugas e explosões para sua coleção
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Para dar um gostinho a mais aos que procuram o filme em busca das cenas de ação, diz a lenda que Angelina Jolie dispensou dublês para gravá-las: fez questão ela mesma de protagonizar as sequências agitadas. Em entrevistas, a atriz garante que ganhou até mesmo uma cicatriz em consequência de acidentes durante as gravações. O ferimento (um corte no rosto logo acima do nariz) foi provocado por uma pancada de arma ao bater contra uma porta.
Além de Angleina, estão no elenco de “Salt” Liev Schreiber (“Sob o Domínio do Mal” e “Um Ato de Liberdade”), que interpreta o chefe da agente Evelyn Salt, e o ator britânico Chiwetel Ejiofor (“O Gângster”, “Cinturão Vermelho”), no papel do agente de contrainteligência do caso de Salt.
Os que já tiveram a oportunidade de analisar friamente a atuação de Angelina Jolie em “Salt” chegam a estabelecer comparações entre Evelyn e o também agente especial Jason Bourne. Não que a bela se equipare a Matt Damon na aclamada trilogia, pois tratam-se de tramas diferentes, mas o desempenho da atriz em thrillers de ação geralmente costuma ser bem aceito pela crítica.
O fato do diretor Philip Noyce se basear em algumas técnicas bem exploradas na trilogia “Bourne”, como ação ininterrupta, câmera semelhante a documentário, verossimilhança e personagens moldados pela profissão que exercem, contribui para a comparação. Além disso, o currículo de Jolie demonstra que existe afinidade entre ela e o gênero de ação, como o explorado em “Salt”: “Lara Croft: Tomb Raider”, “Lara Croft - Tomb Raider: A Origem da Vida” e “Sr. & Sra. Smith”, para citar alguns exemplos.
Não quer dizer, no entanto, que a mulher de Brad Pitt obtenha sucesso apenas quando se trata de tiros, fogo, saltos e carros lançados à distância por explosões gigantes. Um exemplo disso é a estatueta que Jolie levou em 2000, como melhor atriz coadjuvante por “Garota Interrompida”, em que atuou ao lado de Winona Ryder. Seja como for, “Salt” tem os ingredientes certos para buscar seduzir os que apreciam o gênero de ação. Com o toque feminino de Angelina Jolie, tudo fica melhor ainda.
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