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Segunda-feira, 20.03.17 às 11:01

Barbaridades descobertas pela Operação Carne Fraca

Núcleo Multimídia
Operação Carne Fraca
Operação Carne Fraca

A operação Carne Fraca foi o assunto do fim de semana, já provocou reflexos na economia e até no comportamento dos consumidores. Quem foi ao supermercado ou ao restaurante neste fim de semana ficou mais atento. 

Além do esquema de propina, a operação revelou inúmeras barbaridades que deixa qualquer um com o estômagro embrulhado.  Ainda não se sabe o tamanho do problema e a  Polícia Federal não divulgou marcas nem lotes específicos que teriam sofrido adulteração. Confira abaixo algumas das descobertas feitas pela Polícia Federal.


1. Reaproveitamento de carnes podres

Conversas entre os proprietários da empresa  Peccin, de Colombo (PR), revelame “diversas falcatruas  para não desperdiçar alimentos podres, vencidos, doentes e mal estocados”. O frigorífico extrapolava os valores máximos permitidos para analito amido e nitrito/nitrato, além de usar aditivos não previstos pela legislação e não declarados nos rótulos dos produtos.

2. Mortadela estragada

O gerente de relações institucionais e governamentais da BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão) teria mandado reprocessar cerca de 700 quilos de mortadela considerados ruins para consumo. Ou seja, a carne inapropriada para o consumo foi misturada com a boa.

3. Carne com salmonela

Sete contêineres de carnes contaminadas com salmonela, do Grupo BRF, estavam a caminho da Europa, mas acabaram sendo barrados nos países de chegada.


4. Sem fiscalização

Fiscais do Serviço de Inspeção de Produto de Origem Animal (Sipoa), do Ministério da Agricultura (MAPA), teriam assinado certificados para liberação de cargas para exportação sem qualquer procedimento prévio de fiscalização. Eles teriam feito isso em troca de produtos.

5. Restos de carcaças de animais

A sigla para “carne mecanicamente separada” aparece várias vezes no documento da Polícia Federal. Um diálogo entre Idair Antônio Piccin e Normélio Peccin Filho, transcrito no despacho, mostra os dois conversando sobre a fórmula para fazer mortadela – usando 70% de CMS e “pouca coisa de carne de boi e miúdo de frango”. CMS significa carne mecanicamente separada que, na prática, são restos de carcaças de animais. As adulterações das carnes eram feitas à noite, quando não havia fiscalização.


6. Irregularidades em merenda escolar

Daniel Gouvêia Teixeira, fiscal do Ministério da Agricultura, apurou irregularidades no frigorífico Souza Ramos, que forneceu merendas escolares no Paraná. A empresa teria processado salsicha contendo carne de frango quando deveria ser composta por carne de peru.

7. Cabeça de porco

Também envolvendo o frigorífico Peccin, é citado o uso de carne de cabeça de porco na composição de embutidos, algo proibido por lei. Outra denúncia se refere a uso de presunto “mais ou menos” podre, mas que não tinha “cheiro de azedo, nada, nada, nada”.

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