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Domingo, 18.06.17 às 00:00 / Atualizado em 17.06.17 às 20:15

Ter ou não ter empregada doméstica? Faça o teste

Liza Mirella
Reprodução Empregada doméstica - 18062017
Ter ou não empregada é uma das dúvidas na hora de analisar como andam as finanças

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Reprodução Empregada doméstica - 18062017
Ter ou não empregada é uma das dúvidas na hora de analisar como andam as finanças

Repensar o orçamento doméstico se tornou hábito dos brasileiros nos últimos anos, especialmente depois da crise financeira que assola o País há pelo menos dois anos. Esse movimento de fazer contas, de cortar gastos, de se debruçar sobre o próprio jeito de consumir é o único meio para se descobrir o que é melhor para a saúde financeira da família. Não tem jeito, é preciso tempo e empenho para colocar tudo no papel.

Um dos aspectos que se analisa nesse contexto é a opção entre ter uma empregada doméstica mensalista registrada ou terceirizar a atividade e partir para uma diarista, levar a roupa para a lavanderia e passar a comer fora. A decisão, obviamente, depende da renda família e da quantidade de pessoas desse núcleo. Para ajudar a clarear um pouco o custo dessas despesas, o Diário procurou um consultor financeiro e algumas empresas na tentativa de mostrar essas hipóteses em valores.

O que se propõe com as simulações é mostrar os custos de uma família que opta por ter uma empregada e, assim, faz as refeições em casa e outra que prefere uma diarista e outros serviços terceirizados. O parâmetro são quatro pessoas, dois adultos e duas crianças. Importante revelar que não foi estipulado um valor de renda da família e foram considerados apenas os gastos essenciais, sem incluir o clássico churrasquinho de fim de semana ou baladas e barzinhos.

Quando se analisa o potencial de consumo de Rio Preto, de acordo com dados do IPC Maps, as despesas com alimentação no domicílio e fora dele são as prioritárias, com destaque para a primeira. Neste ano, segundo o estudo, o rio-pretense pretende gastar R$ 1,2 bilhão com os alimentos para fazer as refeições em casa e R$ 748,8 milhões para comer fora. As hipóteses revelam que a família que tem a empregada contratada formalmente gasta um pouco menos. 

Ao todo, o custo mensal é de R$ 3.563, incluindo todos os direitos da profissional (R$ 1.563,35), o transporte e os gastos médios com supermercado, R$ 2 mil. Na segunda opção, de uma família com quatro pessoas, a despesa sobe para R$ 3.998. Nessa análise, a diarista que vai duas vezes por semana custa R$ 1.168 por mês. Soma-se a lavanderia (R$ 500 por mês), mais R$ 1.320 para alimentação uma vez por dia em restaurante.

Outros R$ 1 mil são para gastos com supermercado que incluem itens para lanches, jantar, limpeza e higiene. Para o consultor financeiro João Elias Martins, da Jota Contabilidade, responsável pelos cálculos junto à reportagem, é importante que as famílias façam as contas para ver o que é mais adequado ao seu modo de vida e possam, assim, verificar o custo benefício da decisão. “Em geral, as pessoas mudam para reduzir custos, mas o que querem mesmo é conforto”.

Ele explica que é natural que, quando se decide terceirizar, os custos sejam maiores, já que se trata de uma relação comercial, em que uma das partes lucra com o serviço. Mas o que é fundamental mesmo é colocar na balança aspectos não mensuráveis como conforto, comodidade e conveniência. “Há despesas como o gás utilizado para cozinhar, o desperdício de alimento, o processo de lavar louças, água, ou seja, quando se faz isso em casa há uma série de gastos não visíveis”.

Quando se pode ter uma empregada registrada, que todos dias prepara o almoço, limpa a casa e cuida das roupas da família, sem dúvidas o conforto é garantido e o nível de preocupação doméstica é bem menor. Vale ressaltar que é fundamental que esse profissional tenha todos os seus direitos garantidos.

O advogado do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Rio Preto, André Sardella, explica que qualquer trabalhador doméstico que exerça o trabalho três vezes por semana ou mais deve receber a remuneração pelo salário mínimo, hoje em R$ 1.076,20. “Exceto se a carga horária for inferior a 25 horas semanais. Neste caso, poderá ser proporcionalmente inferior”.

Clique AQUI para comparar entre ter uma empregada doméstica ou tercerizar o serviço:

 

economia_Guilherme_PauloEduardo_Dalva - 18062017 Guilherme, Paulo Eduardo e a mãe, Dalva, almoçam em restaurante

Família Domingues escolhe a praticidade

De segunda a sexta-feira, a família Domingues se reúne à mesa. Só que não na de casa, mas, principalmente, na do restaurante Mais Kid Mais, onde são clientes assíduos. Dalva e os filhos, Guilherme e Paulo Eduardo, almoçam fora durante a semana. O pai não vai junto porque trabalha fora. Atualmente, eles não têm mais empregada doméstica – como foi praticamente a vida toda.

Duas vezes por semana, uma ajudante limpa o apartamento e passa a roupa da família. Segundo Dalva, foi justamente a mudança para o apartamento que mudou a rotina da limpeza. Além disso, ela não gosta muito de cozinhar. “Para mim, praticidade é sensacional”, conta. Sem contar que, como os filhos adotam uma refeição balanceada e têm predileção por saladas, o restaurante é o local certo.

“Em casa não dá para fazer essa variedade toda, são duas saladas, dois legumes, aqui eles comem tudo o que querem”, afirma. Segundo Guilherme, comer fora de casa, além de prático, é mais econômico. Além de não precisar fazer compras, não é preciso perder tempo lavando louça ou gastar com materiais de limpeza ou água. “Se colocar na ponta do lápis pode até ficar elas por elas, mas você não tem trabalho". 

Ganho de tempo a favor

Para quem opta por comer fora, a vantagem é não precisar gastar tempo com a alimentação, seja na hora de ir ao supermercado fazer as compras ou mesmo na hora do preparo. Ainda que se tenha uma empregada, uma hora ou outra será necessário ir para o fogão, mas neste caso o que se propõe é que a limpeza da casa seja eventual. Por outro lado, a desvantagem é enjoar da comida do restaurante e a tentação de acabar gastando mais do o orçamento permite se não mantiver um controle rígido desses gastos.

"E também a casa não fica arrumada o tempo todo", afirmou o consultor financeiro João Elias Martins. O valor das diaristas varia bastante, tudo depende do nível de profissionalização e do tamanho da casa ou apartamento. Em empresas do ramo, como a Mary Help, imóveis de até 120 metros quadrados custam R$ 136; entre 120 e 200 metros quadrados, R$ 146; acima disso, R$ 156. Quando se contrata por indicação, por volta de R$ 120 apenas para limpeza do imóvel.

Segundo Leandro Scanarri Aguiar, proprietário da Mary Help, por semana, em média, são entre cem e 120 pedidos de profissionais, embora por conta da crise esse número tenha diminuído. Às terças e quartas, os valores são menores e, aos sábados, maiores. A proprietária do restaurante Mais Kid Mais, Paula Goulart, confirma essa nova tendência de a família comer fora, não apenas pessoas solteiras.

"Observamos muito que as famílias têm comido fora, quando não no restaurante, compram uma marmita que acaba servindo para o almoço e o jantar. É rápido, prático. Essa é uma tendência fortíssima", afirma. Em seu restaurante, há dois modos de consumo, por quilo, no valor de R$ 38,90, e à vontade, por R$ 15,90. Paula explica que 80% dos clientes acabam optando pelo modo à vontade e, em geral, gastam R$ 20 por dia, incluindo a bebida. Para crianças, a opção é mais por peso, o que significa, em média, um custo diário de R$ 10.

 

 

economia_JulianaLevandosvki - 18062017

A auxiliar administrativa Juliana Levandosvki, 27 anos, é solteira e mora em Rio Preto desde que veio para a cidade estudar enfermagem. Ela mora com a irmã, que também trabalha fora. Juliana conta que as duas optam por almoçar fora durante os dias de semana. "Assim é muito mais prático", afirma. Isso porque ela entra no serviço bem cedo e teria de gastar um bom tempo na cozinha. "Cheguei a fazer as contas, mas meu tempo vai diminuir muito e nem dá tempo de ir comer em casa", conta. Juliana afirma que gasta, em média, R$ 10 por dia, mas isso porque dá uma segurada nas vontades. Só às sextas-feiras se permite um agrado, como um refrigerante ou sorvete. Segundo Juliana, essa não é a maior despesa o orçamento, o que pesa mesmo são os R$ 1 mil de aluguel, fora o condomínio. Aos finais de semana, as irmãs aproveitam para fazer aquele "faxinão" no apartamento. As roupas, a máquina lava.

 

Para quem mora só, vantagem é comer fora e ter diarista

Se para as famílias a decisão de comer fora tem ganhado força, quando se trata de apenas uma pessoa – aqui sem considerar o tipo de relacionamento – o público que opta por comer fora e ter uma diarista é ainda maior. Isso porque acaba não compensando o custo de uma funcionária mensalista. A simulação do Diário revela que, uma pessoa que opta por contratar uma diarista, levar as roupas para lavanderia e comer fora no almoço e no jantar gasta R$ 2.443,60 por mês.

Se essa pessoa seguir a filosofia de vida vegetariana ou vegana, ela gasta um pouco mais do que comendo num restaurante tradicional. O custo mensal sobe para R$ 2.681,60. Nesse cálculo, além das mesmas simulações, o que mudou foi a refeição num restaurante especializado e a compra de produtos orgânicos e veganos para os outros horários. Bruna Guerra, gerente do restaurante vegetariano Grindélia, conta que o público vem crescendo bastante e que, para manter e fidelizar esse cliente, a empresa tem um programa que premia o consumidor.

Depois de 15 refeições, a pessoa ganha uma. "Temos muitos clientes que vêm almoçar no restaurante todos os dias", disse. O bacana é que crianças até 12 anos não pagam. No restaurante, são quatro opções de prato feito, sendo uma delas vegana. São pratos que levam alimentos orgânicos servidos de segunda a sexta-feira. O custo é de R$ 21,90 por prato. Quem não tem empregada e não curte ou mesmo não quer lavar roupa em casa, tem a opção das lavanderias. 

Segundo Natália Martins, gerente da lavanderia Lava e Leva, o número de clientes frequentes é grande. "Temos clientes que vêm sempre, que já se acostumaram. O plano fideliza e permite economia, conforto e qualidade", afirma. Para uma pessoa só, um dos pacotes custa R$ 159,60 e inclui 40 peças por mês. Se for uma família, uma opção é o plano de 160 peças por mês, que sai por R$ 499,90. "Temos planos para crianças, com descontos de até 30%", explicou.

 

 

economia_JeanePaulineVigna - 18062017

A gerente financeira Jeane Pauline Vigna teve empregada fixa por algum tempo, mas optou pelo serviço terceirizado de faxina. “Contrato os serviços da empresa uma vez por semana e a cada 15 dias chamo mais de uma vez na semana para fazer uma faxina mais pesada. Dessa forma sai mais barato do que uma empregada." Jeane e o marido, Andrey Vigna, empresário, têm uma vida bem corrida e por isso, buscam priorizar o tempo com os filhos, Rafael, 4 anos, e Guilherme, 14. O casal optou por almoçar em um restaurante apesar de sair mais caro. "Como os horários de saída da escola dos meninos não coincidem, até chegar em casa e preparar o almoço, perderíamos muito tempo. Assim, aproveitamos mais os momentos em família”, conta.

 

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