Economia

  • Sábado, 23 de Setembro
  • Onde quer que vá, vá com o coração!
Economia

Matéria

Sábado, 15.07.17 às 00:00 / Atualizado em 15.07.17 às 00:12

O fantasma do desemprego está de volta

Beto Carlomagno
Pierre Duarte/Arquivo Setor de confecção - 15072017
Setor de confecção teve a maior queda da região: -3,28%

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do
Diario da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Pierre Duarte/Arquivo Setor de confecção - 15072017
Setor de confecção teve a maior queda da região: -3,28%

Depois de um começo de ano de alívio, a indústria da região de Rio Preto voltou a demitir. Maio já havia sido um mês em que os desligamentos superaram as contratações, com queda de 0,40% no número de postos de trabalho em relação a abril, agora junho intensifica esse cenário. O nível de emprego na indústria local fechou o mês com baixa de 1,16%, o que significa uma redução de aproximadamente 1 mil postos de trabalho.

Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), divulgada nesta sexta-feira, 14. A variação registrada em junho é a pior da região desde dezembro, quando houve uma queda de 1,63% no número de postos de trabalho.

Esse também é o segundo pior resultado para um mês de junho nos últimos dez anos, atrás apenas de junho de 2012, quando a região registrou uma redução de 1,58% nas vagas com carteira assinada. As baixas dos últimos dois meses são resultado da instabilidade política brasileira. "É uma contaminação do ambiente político, com as denúncias contra o presidente Michel Temer e as incertezas diante do futuro", afirma o economista Edgar Sbrogio.

Aliado a isso, ainda temos o problema enfrentado pelo próprio setor, que nos últimos anos vem perdendo espaço para a importação. "Jogamos fora todo o nosso trabalho de fortalecimento da indústria iniciado nos anos 1990, por volta da época da entrada do Real, em favor das importações, especialmente de países como a China. Além disso, temos o consumo interno, que continua baixo, o que reduz a demanda de produção", explica o economista José Aparecido Firmino.

 

Arte - desemprego - 15072017 clique na imagem para ampliar

Mas mesmo com a queda significativa de junho, 2017 continua no azul. Dos seis meses já analisados pela pesquisa, quatro tiveram saldos positivos e dois, negativo. Com isso, no acumulado do semestre, os postos de trabalho na indústria da região de Rio Preto cresceram 1,32%, o que significa um aumento de aproximadamente 1.150 vagas. No entanto, a situação ainda é grave. O estrago feito nos últimos dois anos de crise, com demissões constantes, continua reverberando.

O acumulado de 12 meses, que vai de julho de 2016 a junho de 2017, mostra que a região ainda está com 4,4 mil postos de trabalho a menos. No período, a queda foi de 4,77%. Para o futuro, Sbrogio é otimista. Ele acredita que a aprovação da reforma trabalhista deve ter um efeito positivo nas contratações do setor já nos próximos meses. "A indústria é um setor que precisa ter um horizonte, precisa conseguir prever alguns movimentos do mercado. Com a crise política, eles só veem incertezas. Agora, com as novas leis do trabalho, espero melhoria."

Setores

A baixa na região de Rio Preto em junho foi motivada principalmente pelos desempenhos negativos de setores como confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,28%), impressão e reprodução de gravações (-2,52%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-2,25%) e produtos alimentícios (-1,45%).

Comparativo

O desempenho da região de Rio Preto em junho foi o quarto pior entre as 35 regionais do Ciesp no Estado de São Paulo, atrás apenas de Botucatu (-4,34%), Santos (-1,65%) e Matão (-1,49%). Mas as demissões não foram exclusividade dessas regiões. Das 36 regionais, apenas sete tiveram resultados positivos em junho, enquanto 27 ficaram negativas e duas tiveram comportamentos considerados estáveis pela entidade. A pesquisa é constituída por aproximadamente 2,7 mil indústrias em todo o Estado de São Paulo, compreendendo cerca de 1,1 milhão de empregos.

No Estado foram 9,5 mil demissões

A indústria paulista fechou o mês de junho com demissão de 9,5 mil trabalhadores, queda de 0,44% na comparação com o mês anterior. Já no primeiro semestre, o resultado foi positivo em 10 mil novas vagas de trabalho, o melhor resultado desde 2013. De acordo com nota divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), até dezembro de 2016, tivemos 21 meses seguidos de emprego negativo. 

"Neste 1º semestre tivemos três meses positivos e três negativos. Estamos em fase de transição. Esperamos uma retomada mais pronunciada do emprego na indústria no 2º semestre. A regulamentação da terceirização, a emenda constitucional do teto dos gastos públicos, a nova legislação da exploração do petróleo e, agora, a aprovação da reforma trabalhista, são um conjunto de medidas que devem reativar a economia do país dando mais ânimo para as contratações", avalia a federação. 

 

Comentários

Recomendadas

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Facilite seu acesso agregando uma
conta de rede social ao seu perfil
Sexo
Confirme seu cadastro

Para acessar nossos conteúdos especiais é necessario que você ative seu cadastro.

Acesse seu e-mail e clique no link que lhe enviamos. Caso não tenha recebebido, digite abaixo seu e-mail.