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Domingo, 13.08.17 às 00:00

Brasil volta a atrair investidor estrangeiro

Agência Estado
Pixabay investimento-dinheiro
Apesar das incertezas políticas ainda presentes, fundos que investem em países emergentes migram recursos para o mercado brasileiro

Os investidores estrangeiros estão, aos poucos, voltando a olhar o Brasil com interesse, depois de terem deixado o País por causa da crise econômica. O movimento é cauteloso - uma vez que a incerteza política ainda não foi embora - mas já aparece de forma mais clara na economia. A presença deles quase dobrou nas operações de abertura de capital e emissões de ações na Bolsa de Valores no primeiro semestre; os estrangeiros também tiveram participação relevante, de 44%, na compra de empresas e fusões de companhias - dois dos principais termômetros para medir o apetite dos investidores.

Esse retorno que começa a se desenhar é explicado, em parte, pela recuperação de indicadores econômicos: tanto a inflação quanto a taxa básica de juros estão em queda. Mas isso não é tudo. O cenário internacional também está jogando a favor. "A volta (dos investidores) é muito em função do mercado externo. O cenário internacional é o mais benigno desde 2008. Há uma melhora da economia em vários países, sobretudo dos EUA e Europa", diz Ricardo Lacerda, sócio do banco de investimentos BR Partners.

Com mais dinheiro lá fora, parte dos fundos que investem em países emergentes começa a diversificar riscos e migrar para o Brasil. Um dos canais é a Bolsa de Valores.

Neste ano, já foram realizadas 13 operações na B3 (antiga BM&FBovespa): sete aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês) e seis emissões de novas ações (follow on). Apesar de grande parte dos papéis emitidos ter sido negociada pelo preço mínimo, houve um incremento considerável nas operações: de 2014 a 2016, a média havia sido de uma abertura de capital e quase cinco emissões de ações por ano.

Além de ajudarem a aquecer o mercado, os estrangeiros elevaram suas participações. Das ações emitidas no primeiro semestre, 60,8% estão nas mãos de investidores de fora. No mesmo período de 2016, essa participação era de 35,7%, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). De acordo com José Eduardo Laloni, diretor da Anbima, o regresso dos estrangeiros começou a ser percebido no começo do ano passado no mercado de renda fixa, enquanto, no de renda variável, se tornou perceptível em 2017.

O investimento estrangeiro direto no País, aquele voltado ao setor produtivo, também ganhou força e avançou 7,4% no primeiro semestre, para R$ 36,3 bilhões, segundo o Banco Central. No mesmo período de 2016, o crescimento foi de 9%, mas ele veio na sequência de uma queda de 33% em 2015.

País lidera captação entre latinos em 2016

Agência Brasil

Os investimentos estrangeiros diretos (IED) diminuíram 7,9% em 2016 na América Latina e Caribe, em comparação com 2015, e somaram US$ 167,04 bilhões. Este valor representou uma queda de 17% a partir do máximo alcançado em 2011.
Apesar da crise econômica, o Brasil liderou as entradas de investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2016, e se manteve como principal receptor de recursos financeiros naquela região do globo.

Os números constam em relatório divulgado na última quinta-feira, em Santiago do Chile, pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). 

De acordo com o documento publicado, o Brasil recebeu US$ 78,9 bilhões - o que representou um aumento de 5,7% nas entradas de recursos - equivalentes a 47% do total dos investimentos diretos na região. O México, veio em seguida com US$ 32,1 bilhões (19%) e a Colômbia em terceiro, com US$ 13,6 bilhões (15,9%).

O documento ressalta também que os resultados na região "são explicados pelos preços baixos das matérias-primas e seu impacto nos investimentos direcionados para o setor de recursos naturais, pelo lento crescimento da atividade econômica em várias economias e pelo cenário global de sofisticação tecnológica e expansão da economia digital que tende a uma concentração dos investimentos multinacionais nas economias desenvolvidas”.

 

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