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Sábado, 15.07.17 às 00:00 / Atualizado em 14.07.17 às 17:55

‘Planeta B’, no canal Multishow, leva Os Melhores do Mundo para a TV

Agência O Globo
Guto Costa/Divulgação/Estadão Conteúdo Grupo de teatro Os Melhores do Mundo - 15072017
No espaço: programa com 24 episódios se passa em 2089, em um cenário nada promissor. Por causa da corrupção e do mau uso do dinheiro público, o Brasil foi vendido para a China

Ficção científica (“sci-fi”), sátira política e humor com linguagem compreensível são as armas de Planeta B para conquistar o público do canal Multishow. Com direção de César Rodrigues e produção de A Fábrica, a nova série estreou nesta semana e vai ao ar no canal pago sempre às 22h30, de segunda a sábado. Com 24 episódios, o programa conta com um time de peso: o grupo Os Melhores do Mundo, famosa companhia teatral de Brasília, fundada em 1995 e que, só agora, faz sua primeira incursão na TV.

Formada por Ricardo Pipo, Victor Leal, Jovane Nunes, Esther Dias, Adriana Nunes e Welder Rodrigues, a trupe tem no currículo montagens de sucesso no Brasil e no exterior, como Hermanoteu na Terra de Godah, criada em 1995. A turma é conhecida por não economizar na piada, zombando de tudo e de todos e abusando do improviso. No seriado, escrito e interpretado pela própria equipe, a fórmula não foi alterada. Só trocou de embalagem.

“Acredito que o formato, que mescla várias linguagens dentro da comédia televisiva e teatral, será certamente um atrativo para o telespectador. Na TV, existe a limitação do tempo, mas conseguimos sair do script quase que com a mesma liberdade do palco”, diz Ricardo Pipo. E, assim como já estão acostumados no tablado, eles também encarnam mais de um personagem.

O programa se passa em 2089, em um cenário nada promissor. Por causa da corrupção e do mau uso do dinheiro público, o Brasil foi vendido para a China. O comprador exige rápida desocupação e a saída para os 300 milhões de brasileiros pode estar nas mãos da Arara 1, espaçonave que parte em busca de um novo lar para transferir os habitantes.

A trama se desenrola em dois ambientes: na Terra e dentro do transporte espacial. Por aqui, a população se encontra acampada nos Lençóis Maranhenses, no estado do Maranhão, liderada por governantes em um plenário improvisado. Os brasileiros da história ficcional foram interpretados pela própria plateia, que acompanhou as gravações de Planeta B e participou das cenas com palavras usadas em manifestações e hasteando bandeiras.

O elenco oficial vive os personagens que ocupam as cadeiras do Executivo, Legislativo e da oposição, além das ligadas à Justiça e à religião. Esta última fica a cargo do Bispo Cafuringa (Jovane Nunes), cuja fé surge do futebol. No futuro, crê-se no Peleísmo, uma ideia de Pelé como Deus e dos jogadores campeões do mundo como santos.

Quem domina o acampamento é o presidente Olavo Jatobá (Welder Rodrigues). Ele representa o coronelismo e vive de artimanhas, mas consegue reverter as denúncias e ser cada dia mais querido pela nação. Tem como defensor o juiz Nascimento (Victor Leal), que acumula ainda a função de autoridade policial. Mas a pedra no sapato presidencial é o deputado Tetéu (Ricardo Pipo). Vegano e contra o consumismo, ele sonha governar o país. Esse é o mesmo desejo da senadora Jussara (Adriana Nunes), que funciona como um freio para as loucuras de Jatobá, com quem é casada.

Outra vertente do enredo acompanha os escolhidos para a Primeira Missão Espacial Brasileira, como Wesley (Ricardo Pipo). Ele pilota a Arara 1, mas tem síndrome do pânico e é hipocondríaco. Com ele, na aeronave, está Sebastiborg (Welder Rodrigues), um ser meio homem, meio máquina, que possui na parte cibernética uma placa comprada no Paraguai. Por isso, fala "portunhol" e costuma apresentar defeito. Já o capitão Neymar (Jovane Nunes) parece ser durão e focado, mas é fraco e despreparado.

A única tripulante competente é Paola (Adriana Nunes), uma engenheira que esnoba os astronautas e tem no médico Luan (Victor Leal) um aliado. Ele é um dermatologista que, ao embarcar na viagem, esconde sua orientação sexual. Também se encontra na nave a alienígena Lia (Esther Dias, atriz convidada pelo grupo teatral). A extraterrestre foi capturada pela tripulação e, aos poucos, começa a adquirir traquejos brasileiros, inclusive no modo de se comunicar.

No interior do veículo, destaca-se ainda Ulisses, um computador com jeito de gente. Dono de personalidade forte, ele é vaidoso, sistemático, brigão e fofoqueiro. Mesmo com todo o clima futurista que permeia Planeta B, é preciso lembrar aos fãs do gênero sci-fi (ficção científica) que não existe a menor pretensão de oferecer grandes efeitos especiais no seriado. “É um programa de humor, uma grande brincadeira para o público se divertir”, avisa o diretor, César Rodrigues.

 

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