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Quarta-feira, 11.01.17 às 00:00 / Atualizado em 10.01.17 às 19:04

Fernanda Torres estrela Filhos da Pátria, escrita por Bruno Mazzeo

Agência Estado
Paulo Belote/Divulgação/Estadão Conteúdo Sérgio Loroza e Fernanda Torres - 11012017
Sérgio Loroza e Fernanda Torres estão no elenco de Filhos da Pátria, prevista para o segundo semestre deste ano, na Globo

Para Bruno Mazzeo, pode ter surgido em 8 de setembro de 1822 o famoso “jeitinho brasileiro”, que, na maioria das vezes, acaba se transformando em corrupção. Pelo menos é esse o enredo de Filhos da Pátria, série que o roteirista assina, com previsão de estreia para o segundo semestre deste ano, na Globo. Em 12 episódios, a ideia é mostrar como Geraldo (Alexandre Nero), interlocutor das relações entre Brasil e Portugal, se “vira” depois de proclamada a Independência do Brasil.

Para manter o padrão de vida abastado de sua esposa, Maria Teresa (Fernanda Torres), Geraldo se envolve nas falcatruas que permeiam a repartição pública onde trabalha. Os herdeiros do casal são Geraldinho (Johnny Massaro), que tenta ter ideias revolucionárias; e Catarina (Lara Tremouroux), uma idealista. Curiosamente, os escravos Domingos (Sérgio Loroza) e Lucélia (Jéssica Ellen) são as únicas pessoas conscientes da realidade no núcleo. “O Bruno aborda a corrupção a partir do personagem do (Alexandre) Nero.

Ele conta para a mulher que se corrompeu, esperando que ela o repreenda. Mas ela acha bom, porque manterão o padrão de vida, ainda que de forma desonesta. É bom usar o humor para fazer essa denúncia”, salienta Jéssica Ellen. A ganância de Maria Teresa por bens de consumo ultrapassa qualquer limite. Em uma das cenas, ela se veste como uma pessoa carente para ganhar vestidos luxuosos doados à igreja. A personagem também projeta sua ansiedade e frustração na filha, já que pretende usá-la - casando-a com um “bom partido” - para chegar à alta sociedade.

“Encontrar mulheres com esse pensamento é assustador. Quando o marido começa a se corromper e a trazer dinheiro para casa, a primeira coisa que ela faz é compras, mesmo que não precise de nada. Enche a casa de cortinas, de prataria. É para ser parecido mesmo com o que vemos hoje por aí. Essa é a brincadeira”, conta Fernanda Torres. Domingos é o escravo mais antigo da casa e, por isso, possui intimidade com a família. Já Lucélia é dona de um senso incorruptível de justiça e seu maior desejo é garantir a alforria.

“A gente vê na série a macro e a micro corrupção. A do colarinho branco e a minha aqui, quando furo uma fila. O momento é propício para essa autocrítica. O mundo muda a partir do instante em que a gente muda. Então, acho que tenho de dar minha contribuição e cobrar do outro também. Principalmente dos nossos representantes”, enfatiza Loroza.

Para Fernanda, o Brasil é um navio que está afundando. E esse naufrágio vem desde os primórdios do nascimento do país. Justamente como Filhos da Pátria se propõe a mostrar. “O politicamente correto nem existe na vida da Maria Teresa. Ela acha que uma mulher deve crescer para se casar. É recatada e do lar. A série trata tanto das relações com os escravos quanto do homem com a mulher e a política. É um espelho assustador e engraçado da gente”, explica Fernanda.

 

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