Música

  • Quarta-feira, 28 de Junho
  • A vida bem preenchida torna-se longa!

Matéria

Sexta-feira, 17.02.17 às 00:00 / Atualizado em 16.02.17 às 19:59

Bene Ferreira deixa a engenharia para se dedicar à música

Harlen Félix
Thomaz Vita Neto/Divulgação Bene Ferreira - 17022017
Cantor e compositor Bene Ferreira (de camisa branca), Hamilton Thomé (bateria) e João Pazzini (contrabaixo) formam o Peixe Boi. Trio toca na companhia de Gustavo Bombonato (piano) na noite desta sexta-feira, pelo projeto Pra Somar, do Sesc

Atração desta sexta-feira, 17, do projeto Pra Somar, do Sesc Rio Preto, o músico, cantor e compositor Bene Ferreira apresenta ao público as canções do álbum que ele considera um divisor de águas em sua carreira na música. Aos 56 anos, ele deixa a profissão de engenheiro para se dedicar somente às suas canções autorais. E o marco dessa nova fase é Movimento, disco que será lançado oficialmente no show desta noite.

“Nunca me senti bem afastado da música. Mesmo depois de formado, ela sempre teve espaço na minha vida”, conta o artista rio-pretense, que encabeça o Peixe Boi Trio, cuja formação se completa com os músicos Hamilton Thomé (bateria) e João Pazzini (contrabaixo, violão e vocal). Ferreira deu vida ao Peixe Boi em 2013, com a proposta de desenvolver e divulgar seu trabalho autoral. No entanto, Thomé e Pazzini são parceiros de longa data.

“Nossa relação é antiga. Já tocamos juntos em festivais e gravações em estúdio. Desde que criamos o Peixe Boi, começamos a nos apresentar de forma mais intensa, e assim será daqui para frente”, sinaliza. As músicas de Movimento foram gravadas no estúdio da Guaruba Produções, de São Paulo, que pertence ao músico Toni Gianini. Os arranjos têm assinatura de Amador Longhini Jr., pianista natural de Catanduva e que hoje integra a banda do cantor Fábio Júnior.

Para o show no Sesc Rio Preto, o trio conta com a participação especial do pianista Gustavo Bombonato, formado pelo conservatório de Tatuí. “Ao transpor as canções de estúdio para o formato ao vivo, percebi que havia necessidade do piano. O Gustavo (Bombonato) não participou da gravação do álbum, mas aceitou meu convite de imediato. A gravação no Guaruba contou com a participação de músicos do eixo Rio-São Paulo”, conta.

 

Capa CD "Movimento" de Bene Ferreira - 17022017

As canções que dão vida ao álbum Movimento foram compostas por Ferreira em diferentes momentos de sua trajetória, dos anos 1980 à primeira década de 2000. “Enviei ao Toni (Gianini) a relação de todas as minhas obras autorais e ele escolheu aquelas que considerou mais representativas.” A única regravação do disco é A Via Láctea, composição de Lô Borges em parceria com Ronaldo Bastos que integrou álbum homônimo lançado pelo cantor mineiro em 1979, no auge do Clube da Esquina.

Esse movimento musical mineiro, que também reuniu nomes como Milton Nascimento, marcou a juventude de Ferreira, assim como as canções da banda inglesa The Beatles. “Eu nasci e vivi um bom tempo na zona rural, e o rádio era a forma como eu me conectava com a música. Acabei ouvindo de tudo, e, de certa forma, tudo o que ouvi acabou influenciando minha identidade musical”, comenta o artista. O desenho que estampa a capa de Movimento, que retrata um menino brincando com o aro, foi feito pelo próprio artista, que quis se conectar com sua infância vivida em sítio.

No show, Ferreira apresentará apenas nove canções de seu novo disco. “O repertório também reúne composições inéditas mais atuais, que acabaram não entrando no álbum.” O mundo que o cerca é a principal inspiração para o rio-pretense compor. “Alguma cena ou situação que me toca no cotidiano acaba virando música. São as minhas experiências que imprimo nelas. Há canções de amor e algumas que tratam de temas sociais”, diz ele, que estará com o CD Movimento em mãos no show desta sexta-feira.

Serviço

  • Bene Ferreira e Peixe Boi Trio convidam Gustavo Bombonato. Hoje, às 21h. Sesc Rio Preto. Gratuito. Informações: (17) 3216-9300

 

Bene entre Lory e César - 17022017 Bene entre Lory e César em show pela Virada, em 2015

História ligada ao Realejo

Bene Ferreira faz parte da origem de um dos grupos musicais mais importantes da cena rio-pretense nos anos 1980, o Realejo, que será homenageado neste Carnaval pelo bloco do Centro Cultural Vasco. O Realejo nasceu em 1981, a partir da união dele com os músicos Lory Ferreira e César Menegethi. Juntos, eles viajaram Brasil afora participando de festivais, lançaram dois LPs com a contribuição de amigos da música e apresentaram-se em palcos emblemáticos da MPB, como os teatros Rival e João Caetano, no Rio.

Em fevereiro de 2015, a trajetória do Realejo foi contada em um documentário, exibido na edição daquele ano do Festival Nacional de MPB Vinícius Nucci Cucolicchio, o FEM. “O Realejo foi uma experiência marcante na minha vida. Desde aquela época, nós sempre nos reencontramos no palco. Essa experiência foi importante para a minha trajetória solo, pois, depois do Realejo, participei de forma efetiva em festivais pelo Brasil”, relembra o rio-pretense. A última vez que os três integrantes se reencontraram para cantar as músicas do Realejo também foi em 2015, na última edição da Virada Cultural Paulista realizada em Rio Preto.

 

Comentários

Recomendadas

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Facilite seu acesso agregando uma
conta de rede social ao seu perfil
Sexo
Confirme seu cadastro

Para acessar nossos conteúdos especiais é necessario que você ative seu cadastro.

Acesse seu e-mail e clique no link que lhe enviamos. Caso não tenha recebebido, digite abaixo seu e-mail.