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Quarta-feira, 11.01.17 às 00:00 / Atualizado em 10.01.17 às 18:48

A versatilidade conceitual de Anna Tréa

Harlen Félix
Thaiane Athanásio/Divulgação Anna Tréa - 11012017
Em seu disco de estreia, Clareia, Anna Tréa compôs todas as faixas e tocou sozinha instrumentos como violão, guitarra e percussão (Thaiane Athanásio/Divulgação)

Mulher, negra e artista, a cantora e multi-instrumentistas Anna Tréa é uma espécie de centrífuga sonora movida a muita positividade e coragem. Em seu disco de estreia, Clareia, de 2015, ela compôs todas as faixas e tocou sozinha instrumentos como violão, guitarra e percussão. No entanto, no palco, não assume sozinha o compromisso de dar vida às suas canções, emolduradas por versos que falam das vulnerabilidades e dos sonhos da existência humana.

Único convidado nas gravações de estúdio de Clareia, o baterista e percussionista Kabé Pinheiro é presença praticamente fixa nos shows da turnê baseada no primeiro álbum da cantora. “Somos parceiros há anos. Ele (Pinheiro) fez parte da minha evolução. No entanto, no disco, ele apenas participou tocando uma canequinha de metal em apenas uma música”, conta Anna, que concebeu um conceito tão bem alinhavado para seu disco de estreia que não cabia a participação de outros parceiros da música.

“Não toquei todos os instrumentos sozinhas para mostrar minha versatilidade. Não foi por isso. Há uma proposta, um conceito. Tanto que a gravação desse disco envolveu outras pessoas, e fiz questão de que todas participassem fazendo coro na última faixa (Somos do Som)”, diz ela, que sobe ao palco do Sesc Rio Preto na noite desta quinta-feira, 12. O show terá como convidado especial o músico e compositor André Fernandes, de Rio Preto, amigo de Anna há quase 10 anos e parceiro em vários trabalhos.

 

 

Enquanto a produção de Clareia, assinada por Swami Jr., concentrou-se em Anna, a turnê #Meclareia funciona como um desdobramento do conceito trabalhado em estúdio, que soa desafiador tanto para ela quanto para os músicos convidados a cada show. “No meu disco, busquei criar uma linguagem nova para expressar aquilo que penso. Cada músico convidado tem que desenvolver sua criação pensando nisso, em ir junto, em contribuir com aquela sonoridade já impressa”, reflete Anna em entrevista ao Diário.

Gravado em uma imersão no estúdio Gargolândia (Sollua), localizado em um sítio na cidade de Alambi, Clareia reúne composições maturadas ao longo da trajetória de Anna, presença nos principais festivais de MPB e nos palcos, integrando a banda de artistas como Emicida, Arrigo Barnabé e Karina Buhr. A álbum foi viabilizado por edital de fomento do próprio estúdio, casa de grandes nomes da música nacional, como Ivan Lins, Mônica Salmaso e Cinco a Seco.

“Tanto a música como a composição sempre foram muito orgânicas em minha vida. Comecei a tocar com 8 anos e, desde então, sempre criava coisas a cada instrumento que aprendia, isso sem contar as paródias que criava com meu irmão (risos). Criar sempre foi algo muito vivo em mim”, diz.

Serviço

  • Show #Meclareia, de Anna Tréa. Quinta-feira, 12, às 21h30, no Sesc Rio Preto. Gratuito

 

André Fernandes - 11012017 André Fernandes conheceu Anna Tréa em Ilha Solteira

‘Sua música é horizontal’, diz amigo

Anna Tréa e André Fernandes conheceram-se em Ilha Solteira, cidade natal do músico e compositor de Rio Preto e terra de um dos mais populares festivais de música de São Paulo. As afinidades artísticas foram identificadas logo de cara, e os dois dividiram palco nas canjas oferecidas no barzinho do festival, realizado na Praça dos Paiaguás. “Lembro que cantamos juntos Cruzando Raios, de Orlando Moraes. É uma música belíssima, que continuamos cantando juntos até hoje”, relembra Fernandes, único bicampeão do Festival de MPB de Rio Preto, o FEM.

“Tenho o André (Fernandes) como melhor amigo, além de admirá-lo como compositor e violonista. Toda vez que vou para o festival de Ilha ou para o FEM a gente se encontra. Ficamos por horas conversando e cantando”, conta Anna. Em 2015, Fernandes foi convidado para cantar em um show de Anna no Teatro da Vila, em São Paulo. A amiga e parceira também marcou presença em um de seus shows na capital paulista. No disco Vicissitude’s, que Fernandes lançou em 2012, há uma composição feita em parceria pelos dois amigos, Em Quando.

Na gravação do álbum, Anna também participou fazendo a versão em inglês de Criansoul. “Pude acompanhar todo o processo de amadurecimento do primeiro disco de Anna (Clareia). Conheci cada canção antes. É evidente a concepção ampla que o trabalho dela tem. Anna é dona de uma música horizontal, ela usa o silêncio como um elemento musical efetivo. É uma cantora incrível e tenho a sorte de poder ser seu amigo”, elogia. 

 

 

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