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Quarta-feira, 13.09.17 às 00:00 / Atualizado em 12.09.17 às 18:52

Academia faz ponte entre Brasil e Angola

Harlen Félix
Mara Sousa Ngonguita Diogo - 13092017
A escritora e poeta angolana Ngonguita Diogo com seus livros: a resistência da mulher africana

A escritora e poeta Ngonguita Diogo é a representante de um projeto que será desenvolvido pela Academia de Letras do Brasil (ALB) em Angola, no continente africano. A proposta é realizar o plantio de árvores frutíferas em áreas daquele país que foram devastadas por anos e anos de guerra civil. Autora de livros de contos e poemas, a angolana encontra-se em Rio Preto desde segunda, 11, quando participou de evento realizado pela seccional da ALB na cidade, que é presidida por Roseli Arruda.

“Estabelecemos um intercâmbio cultural entre Brasil e Angola. São muitos os projetos a serem realizados. É uma ajuda muito importante para o povo angolano, desgastado pelos conflitos civis”, comenta a escritora e poeta, cujo nome verdadeiro é Etelvina Diogo. Ngonguita já esteve em Rio Preto em 2015, quando participou da Jornada de Mulheres Escritoras. Sua trajetória na literatura teve início ainda na adolescência, por meio da declamação de poemas. No entanto, a publicação de seu primeiro livro, No Mbinda, O Ouro É Sangue, deu-se apenas aos 47 anos de idade.

Segundo ela, a mulher desempenha um papel exemplar na sociedade africana. “A mulher africana é a grande impulsionadora da educação, sabendo da importância dela no desenvolvimento de seus filhos. Isso ela não deixa para os homens. Nós, mulheres, temos o orgulho de educar nossos filhos”, destaca Ngonguita em entrevista ao Diário. Ela reforça que a mulher africana tem uma resistência que o homem não tem. “A mulher do campo, por exemplo, trabalha na lavoura o dia todo com o marido e, quando chega em casa, tem mais trabalho a fazer, seja no preparo da refeição ou no cuidado com os filhos. O marido, no entanto, quer somente descansar”, pontua.

“Em Angola, as mulheres ocupam cerca de 40% dos cargos importantes no parlamento e no governo. É a representatividade feminina garantida nas discussões em torno de políticas públicas”, reforça. As experiências de vida estão na essência da poesia e do conto de Ngonguita, seja os conflitos sociais que marcam a história de seu país até mesmo a sua afirmação como escritora e poeta na sociedade em que vive. “Apesar de inúmeros problemas, meu discurso é de superação e resistência, alimentado por uma força que somente a leitura e a literatura podem nos dar”, reforça a escritora e poeta angolana.

 

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