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Sexta-feira, 27.11.15 às 00:00 / Atualizado em 27.11.15 às 00:00

Como a arte pode driblar a crise?

Graziela Delalibera
Saulo Tomé/Divulgação Ana Carla Fonseca - 27112015
Pioneira em economia criativa, Ana Carla Fonseca vem para mediar as mesas redondas: “É preciso entender o porquê do consumo cultural da população brasileira estar de fato muito aquém do esperado”, diz

Rio Preto recebe hoje um evento que busca aprofundar as discussões sobre gestão cultural e seus mecanismos de articulação, além de compartilhar experiências na área. O Seminário Olhares da Gestão Cultural conta com a presença de Aimar Labaki, Maria Helena Cunha, João Manoel da Costa Neto, Ana Carla Fonseca e Susana Ventura, a partir das 9h. A realização do evento, que ocorre no Sesc, é das Oficinas Culturais, Poiesis e Secretaria de Estado da Cultura, com o apoio do Sesc e da Secretaria Municipal de Cultura. 

São esperados dirigentes culturais da região, produtores, artistas e pesquisadores. Quem faz a abertura é Raul Christiano, diretor das Oficinas Culturais do Estado, as quais, neste ano, tiveram uma reestruturação por conta da redução no orçamento da pasta da Cultura. “As dificuldades se configuram porque todo o sistema econômico nacional está com menos recursos. A crise não poupou ninguém. 

As demandas por novos apoios aumenta, de maneira exponencial, e isso exige ainda mais critérios e criatividade nas atividades que devem ser priorizadas”, diz ele, em entrevista ao Diário. “O seminário, por exemplo, acontece num momento essencial não só para entender o cenário de crise, mas principalmente para conhecer e promover o diálogo com profissionais conceituados, que entendem do assunto e podem indicar caminhos novos, baseando-se no estímulo das ações criativas na região.”

Diretora da empresa Garimpo de Soluções, pioneira em economia da cultura e economia criativa, Ana Carla Fonseca atuará como mediadora. Em entrevista ao Diário, ontem, ela falou das possibilidades de gerar novos hábitos e demandas, tendo em vista o baixo consumo cultural do brasileiro. “Em primeiro lugar, é preciso entender o porquê do consumo cultural da população brasileira estar de fato muito aquém do esperado. Pelo lado da demanda, a tendência é atribui-lo à falta de oferta e/ou ao custo dos bens e serviços culturais.

Entretanto, há todo um conjunto de motivos (de dificuldade de mobilidade à inadequação do horário, do desafio de abrir espaço em meio a três turnos de atividades cotidianas, à baixa valorização social de campos como a leitura). Entender esses óbices à participação e/ou ao consumo cultural é essencial para que os mesmos sejam minimizados e, ao longo do tempo, idealmente eliminados.” Ana Carla observa que, pelo lado da oferta, também é preciso ser mais crítico quanto ao que é oferecido. 

“De modo geral, um dos fatores perversos da dependência de leis de incentivo e editais é o maior compromisso com a realização do projeto e a menor atenção a conquistar o público, a compreendê-lo e a aprimorar modos de dialogar com ele.” A especialista também falou sobre a crise econômica e a importância da sociedade civil: “Por uma questão tanto de oportunidade quanto de necessidade, a crise faz com que as fontes tradicionais de aportes de recursos públicos e privados fiquem mais rasas.

Com isso, os gestores culturais têm a possibilidade de lançar olhares mais delicados sobre uma terceira fonte de aporte de recursos: a sociedade civil. A soma do que você, eu, os leitores, os demais membros da sociedade podem investir de seu bolso em cultura, sempre e quando esse consumo suba alguns degraus em sua lista de prioridades.” Mais informações sobre o seminário no site: www.oficinasculturais.org.br.

Programação

  • 9h: Credenciamento
  • 9h30: Abertura com Raul Christiano (diretor das Oficinas Culturais do Estado de São Paulo)
  • 9h45 às 12h: Mesa 1: Públicos da Cultura - Susana Ventura; Mesa 2: Formação de Espectadores para as Artes do Espetáculo - Aimar Labaki. Mediação: Ana Carla Fonseca
  • 13h30 às 16h30: Mesa 3: Agentes da Gestão Cultural - Maria Helena Cunha; Mesa 4: Plano Estadual de Cultura - João Manoel da Costa Neto. Mediação: Ana Carla Fonseca
  • 17h: Espetáculo Mazzaropi, Um Certo Sonhador!, da Cia. Arte das Águas, de Ibirá

 

 

 

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