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Domingo, 13.08.17 às 00:00

Rio Preto se prepara para montar uma associação esperantista

Da Redação
Guilherme Baffi 9/8/2017 Leandro Freitas_esperanto
Professor de esperanto, Leandro Freitas, escreve Feliz Dia dos Pais, no idioma

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Guilherme Baffi 9/8/2017 Leandro Freitas_esperanto
Professor de esperanto, Leandro Freitas, escreve Feliz Dia dos Pais, no idioma

Diz a Bíblia que Deus confundiu a linguagem dos povos e dispersou todos os habitantes da Terra após homens tentarem construir uma torre – a de Babel – na tentativa de se aproximarem dos céus. O trecho está em Gênesis 11, 1-9.

Não é possível saber se há relações entre o episódio bíblico e a criação do esperanto, língua internacional idealizada em 1887 pelo médico polonês Lázaro Zamenhof. A intenção do jovem, na época, era tentar aproximar os povos por meio de uma língua que fosse neutra, de nenhum povo em específico, e servisse de ponte para a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades, sem substituir qualquer idioma.

Em Rio Preto, em torno de 20 estudantes, professores e simpatizantes da língua se organizam para criar a Associação Rio-pretense de Esperanto. “No Brasil, a Liga Brasileira de Esperanto é o órgão oficial do idioma, congregando todos os falantes e realizando, anualmente, o Congresso Brasileiro de Esperanto. Aqui esperamos, em breve, termos uma organização regulamentada”, comentou o professor e estudioso do idioma, Leandro Freitas.

Idealizada para ser de fácil aprendizado por falantes de qualquer idioma, o esperanto possui apenas 16 regras gramaticais, número inferior se comparado aos inúmeros pormenores gramaticais da língua portuguesa. Além disso, as conjugações verbais são simples e não há verbos irregulares e palavras de duplo sentido.

Com cerca de dois milhões de falantes ao redor do globo terrestre, o crescimento do esperanto pode ser notado pela presença da língua na internet, em que sites como Google, Wikipédia e Facebook possuem versões traduzidas para o idioma. Entretanto, atualmente, a língua utilizada como internacional é o inglês. “O inglês resolve parcialmente o problema das diferenças linguísticas, como já o fizeram o francês, o latim e grego, mas não de forma integral e justa em muitos aspectos. A proposta do esperanto é ser uma língua neutra, mais fácil, mais justa e mais rápida de ser aprendida”, explicou Leandro.

Marília Corrêa já fez um curso de esperanto e considera o idioma diferente do inglês. “Com o inglês eu sempre serei uma estrangeira falando, em que provavelmente nunca se falará tão bem quanto um falante nativo. No esperanto somos todos estrangeiros falando essa língua, o que é muito bem-vindo”, afirmou Marília.

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Na história

Criada após Lázaro Zamenhof viver em uma cidade em que os moradores falavam polonês, russo, alemão e iídiche – língua comum entre judeus, o esperanto chegou a sofrer perseguição de Hitler e Stalin, que consideravam o idioma uma ferramenta de resistência aos sistemas ditatoriais que implantavam na Alemanha e União Soviética, respectivamente.

Na literatura brasileira, o esperanto teve como expoente e defensor o mineiro Guimarães Rosa, que considerava o esperanto a solução para a comunicação internacional. O autor aprendeu o idioma em 1930 e levou 30 dias para dominar a língua. Guimarães escreveu artigos em jornais mineiros da época defendendo o idioma internacional. (Colaborou Victor Stok)

Curso será oferecido no Ibilce

Voltado ao público em geral, o Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce) recebe nesta semana, com início na quarta-feira, 16, o Curso Básico de Esperanto. As aulas serão por duas horas semanais e com duração aproximada de quatro meses.

“Não conheço quase nada da língua, mas já ouvi falar muito dela por amigos que fazem parte de grupos de esperanto. Estou curiosa para saber dessa língua internacional”, disse Naiara Nogueira Ramos, 39 anos, já matriculada.

Segundo o professor que ministrará as aulas, Leandro Freitas, o esperanto auxilia na aprendizagem de outras línguas. “Além de outros idiomas, aprender esperanto auxilia na melhora do português: como o esperanto tem regras gramaticais fixas, aprendê-lo facilita a revisão de conceitos que usamos em nossa própria língua, como classes de palavras e sintaxe.”

O vocabulário do esperanto é composto em sua maioria por radicais – base das palavras - que vieram do latim. “Isso torna a língua muito familiar para quem fala português, francês, espanhol e italiano. Além de que também há palavras anglo-germânicas e de outras línguas, portanto, aprender esperanto é como ter uma aula de línguas de várias partes do mundo.”

Os interessados podem enviar e-mail para [email protected] e conhecer mais na página do Facebook, pelo www.facebook.com/esperantoriopreto. Há também a opção de aprender em um curso online, no programa Kurso de Esperanto.

 

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