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Quarta-feira, 11.01.17 às 00:00 / Atualizado em 11.01.17 às 00:36

Revezamento de PM leva clima de medo a oito cidades da região

Marco Antonio dos Santos
Johnny Torres Polícia reforça ronda na caça ao 'maníaco'
Falta de efetivo leva a Polícia Militar a revezar equipes no patrulhamento de oito pequenas cidades da região

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Johnny Torres Polícia reforça ronda na caça ao 'maníaco'
Falta de efetivo leva a Polícia Militar a revezar equipes no patrulhamento de oito pequenas cidades da região

A falta de efetivo levou a Polícia Militar a fazer revezamento de equipes no patrulhamento de oito pequenas cidades da região. Com isso, a dupla de policiais militares fica parte do dia em um município e parte em outro. Os moradores destas cidades vivem com medo porque não contam com proteção 24 horas para ataques, por exemplo, de quadrilhas de roubo a banco.

Levantamento feito pelo presidente da Associação dos Municípios da Araraquarense, Antônio Carlos Macarrão do Prado, apontou que o rodízio de policiais acontece nas cidades de Mira Estrela, Macedônia, Indiaporã, Guarani d'Oeste, São João das Duas Pontes, Estrela d'Oeste, Pedranópolis e Meridiano. “Conversei com o comando da PM na região e me revelaram que foram obrigados a adotar esse sistema, porque não há quantidade de policiais para colocar em todas as cidades. 

Isso deixa a população em risco”, diz Prado, que enviou ofício para o comando do CPI-5, para a Secretaria de Segurança Pública e até para o governador Geraldo Alckmin, mas nunca obteve resposta. O prefeito de Mira Estrela, Marcio Hamilton Castrequini Borges, diz que apesar da promessa policial de que o rodízio garante a segurança, ele sente que a cidade está desprotegida.

“Se acontecer algum crime, e os policiais estiverem em outra cidade, não vai dar tempo de chegar em Mira Estrela para prender os criminosos”, comenta. Para o prefeito de São João de Duas Pontes, José Carlos Baruci, as cidades menores são mais frágeis, porque não têm orçamento nem para criar serviço de guardas municipais, que poderiam ajudar no patrulhamento.

“Graças a Deus, por enquanto a coisa está calma, mas se alguém resolve assaltar uma empresa, não teremos viatura na cidade naquele momento”, afirma. Na opinião do prefeito de Meridiano, Orivaldo Rizzato, as prefeituras deveriam se juntar para exigir mais reforço da Secretaria de Segurança.

“Além da falta de policiais militares, não temos delegados. Se acontece alguma coisa em Meridiano, tem de levar a ocorrência para Fernandópolis. Só ter o prédio da delegacia aberto não quer dizer nada”, reclama. Dono de uma farmácia em Meridiano, Aparecido Roberto Nerso diz que seria bom a cidade contar com presença policial 24 horas. “O bandido vai sempre esconder e agir quando não tem policial por perto.”

Clique AQUI para ver o mapa do rodízio de PMs:

CPI-5 admite revezamento

O comando regional da Polícia Militar admitiu a existência de rodízio de policiais militares nas oito cidades da região, para fazer o patrulhamento em horários separados. O capitão Rafael Henrique Helena, relações públicas da PM, justifica com o argumento de que os efetivos de algumas cidades vizinhas da região de Fernandópolis têm se fundido.

A estratégia de unir os efetivos, segundo o CPI-5, seria a tática escolhida para realizar o patrulhamento em ambos os municípios, respeitando-se as prioridades de cada uma destas cidades. O patrulhamento também seria orientado a atender prioritariamente as solicitações feitas pelos moradores, por meio do telefone 190. Todas as ligações caem no Copom de Rio Preto, mas a PM garante que os pedidos são imediatamente repassados.

“Tal postura visa adequar um melhor horário do serviço policial diante do efetivo existente, considerando férias e afastamentos regulamentares dos policiais”, argumenta o capitão. Para Rafael, com a centralização do atendimento 190 na sede do CPI-5, em Rio Preto, aumentou a integração entre as guarnições nos municípios, para melhor atender a população.

análise

‘Quadrilhas também olham estatísticas’

A decisão do comando regional da PM de realizar o patrulhamento das cidades pequenas em forma rodízio, para compensar a baixa quantidade de soltados, é apenas um paliativo para combater o real problema, que é a falta de investimento do governo estadual em segurança pública.

Com certeza, essa estratégia é baseada nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública, que mostra baixos índices de criminalidade nestas cidades, mas os burocratas do governo esquecem que os cabeças das quadrilhas também olham para este mesmo levantamento e usam estes dados para escolher, como alvos, as agências instaladas em cidades com pouco ou nenhum patrulhamento, porque, quando chegam armados de metralhadora e fuzil, sabem que não correm o risco de grande resistência.

Os criminosos estudam os adversários, mas o governo estadual parece não ter a mesma postura. Caso não seja repensada a estratégia, por parte do comando geral da PM e da Secretaria de Segurança Pública, será questão de tempo para que as cidades pequenas sofram com aumento da criminalidade.

Fernando Manuel Araújo Moreira, pesquisador de Segurança Pública da Ufscar

 

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