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Sexta-feira, 21.04.17 às 00:00 / Atualizado em 20.04.17 às 21:14

Os irmãos Hilda e Santos ficaram 30 anos sem se ver

Da Redação
Douglas Fagundes Cossi/Ilha de Notícias Abraço entre os irmãos - 21042017
O momento do primeiro abraço entre os irmãos, que não se viam desde o início da década de 80

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Douglas Fagundes Cossi/Ilha de Notícias Abraço entre os irmãos - 21042017
O momento do primeiro abraço entre os irmãos, que não se viam desde o início da década de 80

No início da década de 80, Hilda Ferreira de Souza, 60 anos, viu o irmão Santos Ferreira de Souza, 80, pela última vez. Era o enterro do pai deles, em Castilho, onde ela sempre morou. Soube que o irmão morava em Ilha Solteira, mas perdeu contato e nunca mais o viu. Foram 30 anos distantes, sem imaginar que estavam próximos: Santos mora em frente ao hospital onde Hilda faz hemodiálise duas vezes por semana.

Nesta terça-feira, 18, os dois se reencontraram, graças ao empenho do motorista de ambulância Antônio Munhoz, 60 anos, que leva Hilda de Castilho para Ilha Solteira. “A família dela era muito humilde, eles não tinham telefone ou outras formas de manter contato,” diz Munhoz. Há anos Hilda faz hemodiálise no Hospital Regional de Ilha Solteira, que fica a 72 km de sua cidade.

Durante as viagens, a idosa sempre comentou com o motorista sobre o irmão que não via. “Eu achava incrível saber que a gente estava toda semana em Ilha Solteira e ela não conseguia saber desse homem, então resolvi ajudar”, disse o motorista. A tarefa não foi fácil. Primeiro, o motorista foi até uma rádio da cidade contar o caso e levar as informações. Enquanto isso, Munhoz também trocou informações com os colegas motoristas e a equipe da Saúde da Família.

 

Santos e Hilda - 21042017 Santos e Hilda caminham pelo hospital de mãos dadas

Até que conseguiu o endereço de um tal Santos, que era idoso e vivia há anos no município, exatamente em frente ao hospital. “Fui três vezes na casa do homem e não encontrei ninguém. Numa quarta tentativa ele estava lá e perguntei se ele tinha uma irmã chamada Hilda e me disse que sim e que não a via há muito tempo. Depois disso foi só marcar o encontro”, contou emocionado. Na terça-feira, Hilda foi ao hospital, mas, além da hemodiálise, um abraço do irmão a aguardava. 

“Fiquei muito feliz. Ele ajudou a me criar, junto com os outros irmãos. Agora precisamos ficar mais perto,” disse Hilda. Após o abraço, Santos precisou ser amparado devido à forte emoção. “No início eles não se reconheceram, ficaram meio assim, mas depois confirmaram que eram eles mesmos e a emoção tomou conta”, disse Munhoz. “Não reconheci quando vi ela. Se Deus quiser vamos ficar mais perto agora. Vou dar uma chegadinha na casa dela,” disse Santos.

(Colaborou Arthur Avila)

Os irmãos com Antônio Munhoz - 21042017 Os irmãos com o motorista de ambulância Antônio Munhoz, responsável pelo reencontro

 

 

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