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Domingo, 19.03.17 às 00:00 / Atualizado em 18.03.17 às 19:07

Nascidos em 19 de março

Carlos Petrocilo
Mara Sousa Josimeire Camillo dos Santos - 19032017
Josi dividia o tempo fabricando forminhas de papel para doces

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Mara Sousa Josimeire Camillo dos Santos - 19032017
Josi dividia o tempo fabricando forminhas de papel para doces

Josimeire, formada em biologia, vislumbrou na cidade e arredores a oportunidade de um novo negócio: forminha de papel para bufê. A bailarina Flávia Bueno teve convites para morar e brilhar em São Paulo, Rio de Janeiro e Maranhão. Ela recusou a troco de realizar seu sonho em sua cidade natal, a Escola de Dança Flávia Bueno. José Alberti nasceu em Clementina, veio passear em Rio Preto e abandonou a capital paulista. Aqui, ele abriu seu negócio, em 1979, e é referência quando se fala em tapeçaria.

Mara José Justi Costa é natural da vizinha Mirassolândia e rumou para cá para viver um grande amor. Laís Teixeira, tradutora e que faz carreira como redatora publicitária, vai passar o domingo de festas - no dia 19 de março do ano passado, comemorando o aniversário, engravidou de Joana. A primeira filha completa 100 dias, hoje.

Fernando José Dobbert é de Mirassol, cursou Direito em São Paulo e, como o pai, realizou o sonho de ser promotor de justiça em Rio Preto. Lucas Casagrande Cambiaghi cursou letras na Unesp e, diante da falta de oportunidades, tenta se reinventar como consultor de agronegócio. No aniversário de Rio Preto, o Diário conta história de pessoas que também nasceram em 19 de março.

Josi escolheu empreender

Formada em biologia, Josimeire Camillo dos Santos aderiu ao empreendedorismo. Enquanto exercia a profissão, Josi dividia o tempo fabricando forminhas de papel para doces. “Por causa da falta de tempo, não conseguia mais conciliar as duas atividades. Era a minha segunda opção, mas sempre gostei de trabalhos na área de festas e resolvi investir”, conta. “Está dando certo, porque Rio Preto é uma referência nesse ramo de festas. Moradores de cidades vizinhas veem dessa forma. E também não foi um tiro no escuro, porque desde quando estudava já fazia as forminhas.”

Há três anos, Josi envia seus produtos para bufês de todo o Brasil. Ela é o exemplo de como as mulheres, nos últimos anos, assumem o posto de empreendedoras. Atualmente, o Sebrae registra que há 8,6 mil microempreendedoras individuais. E 9,6 mil homens. Josi, que nasceu em 1987, não se vê morando em outro lugar. “Rio Preto é uma cidade que atende a todas as expectativas. Não tem o fervor das capitais, como São Paulo, mas não é muito parada. É bonita, limpa.”

 

Flávia Bueno - 19032017

Flávia, bailarina apaixonada pela dança e por Rio Preto

Portas abertas em São Paulo, Maranhão e Rio de Janeiro não mudaram os passos da bailarina Flávia Bueno. Aprendiz desde os cinco anos e professora antes mesmo de completar os 18 anos, Flávia deixou Rio Preto cedo para estudar em São Paulo.
“Fui me especializar como professora e as portas se abriram. Foi uma época em que ninguém acreditava no balé como profissão. Muitos achavam que aquilo seria perda de tempo, mas dei o meu melhor e nunca deixei de acreditar.

Por isso, eu sou muito apaixonada por essa cidade. Rio Preto acolheu a nossa proposta de trabalho”, afirma Flávia, que começou dar aulas em colégios e clubes até abrir sua própria escola de dança. Na inauguração, ela trouxe a atriz e bailarina Ana Botafogo. Hoje, a escola ensina a arte da dança para 200 alunas. “Sou solteira por opção e costumo dizer que tenho muitas filhas.

Amo o que faço e, como essas meninas permanecem por muitos anos na escola, cria um laço afetivo.” Em um festival de danças, em Poços Caldas, ela deixou Carlinhos de Jesus impressionado. “Havia 700 profissionais e ele selecionou um casal. Tive a oportunidade fazer o curso.” Outra conquista também foi o Prêmio Encontro Latino Americano de Dança, que reuniu sete países e 19 estados brasileiros. Ela preferiu não revelar a idade.

 

José Alberti - 19032017

José Alberti dedica suas conquistas à cidade

José Alberti completa 70 anos neste domingo. Natural de Clementina, ele reside em Rio Preto há 42 anos. “Essa cidade me deu tudo”.
Aos 28 anos, veio com o propósito de conhecer a cidade, futura moradia de sua namorada e aqui firmou raízes. Casou, teve três filhos e, agora, três netos e também ganhou na Loteria. Com o dinheiro, investiu no negócio próprio, a tapeçaria Almar. “Em outubro de 1975 eu vim conhecer a cidade. Minha namorada morava em Clementina, e eu em São Paulo.

O pai dela, funcionário do Bradesco, havia sido transferido para cá. Voltei para São Paulo, pedi as contas e vim arriscar.” Após alguns empregos de carteira assinada, Alberti conheceu Marico. Em 1979, nascia a Tapeçaria Almar. “O Marico era um tapeceiro muito humilde e que morava dentro de uma perua Kombi. Logo, ganhei na Mega Sena, algo em torno de R$ 200 mil nos dias de hoje, e comprei a parte do Marico”, lembra. “Gastei todo o dinheiro, comprei telefone, que era muito caro.”

 

Mara José Justi Costa e Altino Justi - 19032017

Para Mara, o aniversário não será dia de alegria 

O 19 de março não será dos melhores para Mara José Justi Costa. O seu pai, Altino Justi, aos 74 anos, sofre com problemas no fígado. “A situação dele não é muito boa. Era para receber transplante, mas o próprio médico não aconselha o procedimento mais. Meu aniversário, nesse 2017, não vai ser bom”, afirmou Mara, que completa 48 anos.

O pai, embora não seja daqui, é de Bálsamo, está em Rio Preto para o tratamento no Hospital de Base. Mara, que nasceu em Mirassolândia, construiu sua família em Rio Preto. É dona há 14 anos de um mercado no bairro Cidade Jardim e mãe da Rafaela, 26 anos, e do Fabrício, 19 anos.

“Gosto muito de Rio Preto. Meu marido também é de Mirassolândia e já trabalhava aqui. Quando casamos, viemos para cá. O nosso comércio está resistindo, mas já foi melhor em função da chegada de grandes comércios, como um supermercado na avenida Potirendaba, aqui pertinho por exemplo”, conta Mara. “Mas é bom, embora alguns também esqueçam de pagar, outros dizem que voltarão mais tarde.”

 

Laís Teixeira - 19032017

Laís comemora a vida ao lado de Joana

Laís Teixeira fará 33 anos hoje e ao lado do presente que tanto queria. Joana, a primeira filha, completa 100 dias de existência também neste domingo. “Ela nasceu no dia 9 de dezembro e, pelas nossas contas, sei que foi encomenda no dia 19 de março do ano passado”, sorri. “O 19 de março é uma data cabalística, com boas inspirações e forças. Gosto muito desse dia, acredito que por isso tenho meu lado otimista”.

No entanto, Laís recorda que, na infância, o que mais queria era poder ir na escola e receber parabéns dos colegas. Algo impossível diante do feriado. Formada em tradução pela Unesp/Ibilce, Laís atua como redatora de textos publicitário e já fez um estágio em Castelraimondo, na Itália. “Rio Preto tem um monte de opções e mantém o ar de interior, embora a administração deixe a desejar.”

 

Fernando José Dobbert - 19032017

Fernando e a luta por direitos da população

Filho de promotor carioca, Fernando José Dobbert, 55 anos, nasceu em Mirassol, estudou direito na PUC em São Paulo e escolheu Rio Preto para seguir os passos do próprio pai. Desde 1995, ele desempenha mesma função na cidade. “É a profissão com a qual mais me identifico. É muito gratificante o meu trabalho por prestar defesa da sociedade, e não do Estado”, conta Fernando. “A cidade oferece conforto e segurança. É uma das melhores para morar no Brasil. Segundo o Índice de Desenvolvimento Humano é a terceira.”

À frente da promotoria, Fernando ressalta seu empenho para regularização de loteamentos clandestinos. “Quando fui ser procurador na área de urbanismo me chamou atenção a quantidade de loteamento clandestinos, havia mais de 100 ações para equacionarmos esse problema”, conta Fernando. “Lembro que, para regularizar o Zé Menino, passei todos os dias de Carnaval estudando o assunto e conversei com moradores. Aquela população, com a legalização, conseguiu títulos, registros em cartório. Toda a cidade ganha com isso.”

 

Lucas Casagrande Cambiaghi - 19032017

Lucas vive a paternidade e um recomeço

Lucas Casagrande Cambiaghi cursou letras na Unesp/Ibilce, trabalhou como redator publicitário e, agora, tenta se reinventar como consultor de agronegócios, aos 32 anos. Atualmente, ele cursa agronegócios na Faculdade de Tecnologia, a Fatec, de Rio Preto. “Gosto de gestão e, agora, estou estagiando na área. O segmento de agronegócios tem se sobressaído durante esse período de crise. É o que se destaca na economia.

E, em Rio Preto, há oportunidade de fazer o curso gratuitamente”, afirmou Lucas, que há nove meses ganhou motivação extra para voltar ao mercado de trabalho. Demitido de uma agência publicitária, ele agora é o pai de Caetano. O menino fará o primeiro aninho no dia 30 deste mês. “Rio Preto é bem desenvolvida, é difícil sair daqui.”

 

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