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Sexta-feira, 17.02.17 às 00:00 / Atualizado em 16.02.17 às 22:46

Motoristas infratores dão ‘lucro’ de R$ 41 mil por dia

Tatiana Pires e Millena Grigoleti
Johnny Torres/Arquivo Radar inteligente - 17022017
Radar inteligente instalado nas imediações do Hospital de Base de Rio Preto

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Johnny Torres/Arquivo Radar inteligente - 17022017
Radar inteligente instalado nas imediações do Hospital de Base de Rio Preto

As multas de trânsito colocam, em média, R$ 41 mil por dia nos cofres da Prefeitura de Rio Preto. Só em janeiro deste ano, “barbeiragens”, imprudência e irregularidades renderam quase R$ 1,3 milhão. O valor é o dobro do arrecadado no mesmo mês em 2015 e 31% maior do que no ano passado, quando foram arrecadados R$ 590 mil e R$ 985 mil, respectivamente. A Prefeitura admite que a fiscalização aumentou, mas aponta como principais motivos para a maior arrecadação o valor das multas, que subiu no ano passado, e a irresponsabilidade do motorista rio-pretense ao assumir o volante e cometer as infrações de trânsito.

Sem especificar a quantidade de multas em cada infração, o secretário de Trânsito, Marcos Apóstolo, afirma que a maior incidência é em relação ao excesso de velocidade. Justamente o motivo pelo qual o estudante de ciências da computação Guilherme Priólli Daniel, 25 anos, levou duas multas no ano passado. O rapaz excedeu o limite permitido na avenida Ernani Pires Domingues e foi flagrado por radares móveis. “Era 60 (quilômetros por hora) e eu passei a 70 mais ou menos, um pouco mais que o limite”, diz. Agora, fica atento. “Nesse trecho, que eu costumo passar sempre para vir para a faculdade, eu tomo cuidado e não estou correndo tanto. É um gasto que não teria, acaba atrapalhando o orçamento do mês”, afirma.

Carolina Mendoza, 35 anos, já levou pelo menos sete notificações por não estar com o cartão da área azul no carro. “A pessoa (o fiscal) não está na hora que a gente chega na rua para estacionar”, comenta. Para fugir das notificações, ela para em locais permitidos e estacionamentos. A Prefeitura nega falta de funcionários e diz que há 120 pontos que vendem o bilhete. Em novembro, as multas de trânsito no País ficaram mais rígidas e caras: os valores das infrações subiram de 53% a 66%, e algumas multas, como dirigir usando o celular, mudaram de categoria média para gravíssima. A multa agora é de R$ 293,47.

Blitze

Marcos Apóstolo afirma que a realização de blitze, em parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, foi intensificada na nova gestão. As fiscalizações ocorrem pelo menos uma vez por semana em pontos surpresas. “Já realizamos até três blitze em uma semana. O foco são mototaxistas sem alvará, taxistas, motoristas de vans e de transporte particular sem autorização.

Nessas ocasiões, utilizamos o radar inteligente, que detecta veículos com documentação irregular. Aumentamos a estrutura e melhoramos a eficiência”, afirma, completando que o trabalho tem três frentes: “Educar, fiscalizar e punir. Nas blitze, há um funcionário da Secretaria de Trânsito que distribui panfletos e realizamos também projetos educativos em escolas.”

Educação

José Bernardes Felex, especialista em trânsito da Universidade de São Paulo (USP), diz que a fiscalização que culmina na aplicação de multas deve ser feita pelo poder público, porém, mais importante que isso, é a educação. “Deve principalmente acompanhar tudo isso uma clareza da existência da infração, do perigo que coloca a todos para obter um trânsito mais humano, uma qualidade de vida melhor.

Assim as pessoas vão usar o veículo de forma mais adequada”, afirma. Segundo ele, educar não é só fazer campanhas, algo sazonal. “Deve ser educação completa e total desde as crianças até os adultos. É importante que leve à formação de uma cultura de civilização de trânsito, de movimento de veículos de respeito à vida e de respeito a todos”, defende.

 

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