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Sexta-feira, 17.02.17 às 00:00 / Atualizado em 16.02.17 às 22:33

Medula ‘pega’ e Heitorzinho já pode comemorar a nova vida

Millena Grigoleti
Reprodução/ Facebook Heitorzinho - 17022017
Heitor, que está com a mãe na ala de isolamento do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú. Ele deve ficar hospitalizado até o fim de junho e só então os dois voltam para Rio Preto

A medula transplantada em Heitor Otávio Costa, 8 anos, “pegou”. A partir de agora, o menino que sonha em ser policial terá vida nova e a chance de fazer planos para o futuro. O “Guerreiro”, como é chamado nas redes sociais, luta contra a leucemia linfoide aguda desde os 3 anos de idade. O procedimento cirúrgico aconteceu em 26 de janeiro no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú. A notícia de que a transplante tinha dado certo foi recebida pela família nesta quinta-feira, 16. 

A mãe, Rosana Carvalho, dona de casa de 31 anos, conta que o filho está bem. Ele segue hospitalizado. Um dos passatempos favoritos do garoto são as brincadeiras no tablet. “Coração transbordando de alegria, um recomeço glorioso”, diz Rosana. Como estão em isolamento, não podem ter contato com ninguém. A partir de agora, com a possibilidade de cura definitiva, Heitor não deverá passar por rádio ou quimioterapia.

A irmã do menino, Sarah, 3 anos, ficou em Rio Preto com a avó, e a família só se fala por videoconferência. “Muita saudade da minha pequena, mas logo estaremos todos juntos”, disse Rosana. Até o fim de junho, Heitor deve ficar no hospital aguardando o tratamento de 110 dias. “E voltar para uma nova vida. Tudo será diferente agora”, acredita.

O caso

Heitor teve a leucemia diagnosticada aos 3 anos. A doença chegou a ser curada, mas retornou. Pouco antes de passar pelo transplante, o pequeno ficava uma semana em casa e outra no Hospital da Criança e Maternidade (HCM), onde fazia tratamento. A mãe e o pai do garoto, Juliano Costa são separados. Ambos fizeram teste para doar o tecido para o filho, mas a compatibilidade era de apenas 50%. 

Em 31 de agosto de 2016, Heitorzinho foi incluído no Registro Nacional de Medula Óssea (Redome). A família começou uma campanha na internet para incentivar o cadastro de medula e aumentar as chances de encontrar um doador compatível. Dois meses depois, a boa notícia: o "anjo" que salvaria o menino apareceu.

Por uma política de doações no Brasil, não há aproximação entre doador e receptor de tecidos ou órgãos. O transplante de medula em crianças não é feito em Rio Preto, então a família iniciou uma nova peregrinação. A ideia inicial era ir para Brasília, onde a fila é menor, mas o poder público só custeia esse deslocamento se não houver opção de tratamento no estado de origem.

O menino, então, tentou vaga na capital paulista, no Instituto do Tratamento do Câncer Infantil, ligado ao Instituto da Criança do Hospital das Clínicas / Faculdade de Medicina da USP, mas a fila era grande. Acabou conseguindo vaga em Jaú, onde o procedimento foi feito. Agora, ele deve realizar acompanhamento constante.

Guerreirinho

Segundo o Redome, no transplante entre não parentes as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de uma a cada 100 mil pessoas. “Um guerreiro abençoado por Deus. Ele nasceu para vencer”, acredita Rosana. “A batalha foi muito sofrida, mas conseguimos com a graça de Deus. Amigos e conhecidos dobraram os joelhos e pediram a cura para Heitor”, conta.

O Redome tem hoje cerca de 850 pessoas em busca de um doador de medula não aparentado. Há no banco de dados 4,2 milhões de possíveis doadores. Para fazer o cadastro como doador, basta ir até o Hemocentro de Rio Preto, que fica na Avenida. Jamil Feres Kfouri, 80, Jardim Panorama. Podem doar maiores de 18 anos que estejam em boas condições de saúde.

 

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