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Quarta-feira, 13.09.17 às 00:00 / Atualizado em 12.09.17 às 22:30

Escola chama juiz para pôr gangue estudantil na linha

Millena Grigoleti
Sergio Isso Evandro Pelarin - 13092017
"A gente precisa cortar essas lideranças negativas, mostrar que a lei prevalece dentro da escola e que o professor é a autoridade dentro da sala" - Evandro Pelarin, juiz da Infância e Juventude

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Sergio Isso Evandro Pelarin - 13092017
"A gente precisa cortar essas lideranças negativas, mostrar que a lei prevalece dentro da escola e que o professor é a autoridade dentro da sala" - Evandro Pelarin, juiz da Infância e Juventude

A Escola Estadual Alzira Valle Rolemberg, que fica no bairro Dom Lafaiete, em Rio Preto, encaminhou dez casos de alunos indisciplinados à Vara da Infância e da Juventude. São adolescentes que já foram advertidos e suspensos pela direção por atos como desacato a professores, ameaças, danos ao patrimônio público, agressão a outros estudantes e assédio sexual. Os adolescentes continuam estudando na unidade e além das advertências já tomadas, pelo menos quatro desses menores poderão ser punidos com obrigatoriedade de prestar serviço comunitário, liberdade assistida e até internação.

“É uma minoria barulhenta, que faz uma liderança negativa e que acaba provocando muitos que estão ali para estudar”, diz o juiz Evandro Pelarin. O Diário teve acesso às fichas de ocorrências disciplinares. Nove dos dez alunos é repetente, ou seja, reprovou o último ano por não ter alcançado os níveis exigidos de rendimento ou presença em sala de aula. Sete deles estão na mesma sala do ensino fundamental. Na última semana, pais e filhos foram ao Fórum e participaram de audiências. 

Eles foram advertidos e orientados sobre as ocorrências registradas na escola e avisados de que a Justiça vai fazer um “pente-fino” nos registros dos estudantes para identificar os atos infracionais. Os alunos também assistiram a uma palestra. A mãe de um deles conta que sempre conversa com o filho, que está no ensino fundamental. “Eles não querem dar ouvidos para o que a gente fala. Fico triste.” Mas a mulher de 38 anos chega a duvidar que o filho seja tão indisciplinado como os funcionários relatam porque ele diz que não faz tudo de que é acusado e já chegou a chorar negando as afirmações.

O pai de outro aluno, também do ensino fundamental, relata que o filho é bem instruído e o ajuda no trabalho que realiza como autônomo. “É um ótimo menino. Chega na escola não sei o que acontece.” O homem fala que o comportamento do estudante melhorou neste ano e que o adolescente é punido quando sai da linha. Os pais, por exemplo, impedem que ele utilize o celular. “Não bebe, não fuma, não mexe com droga, é um menino super bacana, caseiro. Chega na escola, não sei se é por causa das amizades, se é por causa das meninas, que quer chamar a atenção, ele sai do foco.”

Clique AQUI para ver a lista dos 10 alunos que aterrorizam a escola:

Lideranças negativas

Juntos, os dez estudantes somam 45 suspensões e um número ainda maior de advertências - que poderia crescer mais se os professores não relevassem alguns casos de indisciplina. “A gente precisa cortar essas lideranças negativas, mostrar que a lei prevalece dentro da escola e que o professor é a autoridade dentro da sala e ponto final. Não existe ensino sem disciplina”, fala Pelarin.

Os pais de todos os estudantes foram chamados à escola. A reportagem apurou que há casos em que eles não comparecem e que um responsável chegou a registrar boletim de ocorrência contra a unidade. O juiz acredita que pelo menos quatro deles podem ter cometido infração de negligência e, se a Justiça julgar que isso aconteceu, os casos serão encaminhados ao Ministério Público. A pena é de três a 20 salários mínimos de multa para quem não acompanha ou não corrige os filhos.

Escola tem mediador

A reportagem entrou em contato com professores e com a direção da escola Alzira Valle Rolemberg, mas eles não quiseram comentar o assunto. Em nota, a Secretaria de Educação do Estado disse que a unidade está entre as escolas de Rio Preto que contam com a presença do professor-mediador, que realiza ações de conscientização dos alunos e promove debates e integração entre eles e os professores. 

A pasta alegou ainda que tem programas para prevenir e instituir a cultura de paz em todas as unidades de ensino. Afirmou também no texto que as escolas contam com a Rede de Proteção, que acompanha os estudantes e as famílias que estejam enfrentando alguma adversidade. O juiz Evandro Pelarin destacou que a Justiça está à disposição das escolas e professores que já esgotaram os meios próprios de controle da indisciplina e necessitem de ajuda.

 

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