Editorial

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Domingo, 16.07.17 às 00:00 / Atualizado em 15.07.17 às 21:09

Sobre a tragédia de ontem

É difícil encontrar palavras para analisar o bárbaro ataque desfechado ontem por uma quadrilha de bandidos no centro de Rio Preto, que terminou com dois guardas municipais feridos e a morte estúpida do adolescente Pedro Henrique Bueno de Oliveira, de 17 anos, vítima de uma bala perdida disparada por um dos assaltantes, enquanto passeava tranquilamente na manhã de sábado pelo Calçadão. Nada que se diga aqui vai trazer Pedro de volta. O pior é imaginar que no lugar do rapaz poderia estar qualquer um de nós, um familiar, um amigo que aproveita os finais de semana para fazer compras ou simplesmente passear por aquela movimentada região da cidade.

Parece que é chover no molhado falar da insegurança que assola o País, e da qual Rio Preto não está imune, muito pelo contrário. Os bandidos protagonizam ações cada vez mais ousadas. Basta lembrar, para ficar em um exemplo, as horas de pânico vividas em toda a cidade na tarde de 22 de dezembro durante assalto cinematográfico ao Walmart com reféns, tiroteios e mortes (felizmente só do lado dos ladrões, daquela vez) no interior do hipermercado.

Durante a semana vão se avolumar opiniões e julgamentos, de gente séria e palpiteiros de plantão, sobre o que aconteceu ontem - um questionamento que se fazia, por exemplo, é se a Guarda Municipal agiu com o preparo necessário ao abordar os bandidos - e do contexto geral no qual o episódio está envolvido, se Rio Preto começa a perder guerra cotidiana contra os criminosos, a exemplo do que ocorre em outras cidades.

Respostas açodadas e definitivas, além de não acrescentar nada a tão complexa discussão, pavimentam o caminho mais rápido para erros grosseiros e vergonhosos. Mais a título de contribuição do que de crítica, talvez seja a hora de o prefeito Edinho Araújo (PMDB) pensar seriamente no papel da Guarda Municipal, até para que os homens e mulheres que fazem parte dela não sejam expostos a sérios riscos de vida, como ocorreu ontem. Solidariedade às vítimas não basta.

Na eleição de 2000, quando prometeu criar a corporação durante a campanha eleitoral, Edinho falou numa força para ajudar a polícia a dar segurança ao rio-pretense. De lá para cá, o discurso mudou algumas vezes e a Guarda ficou sem foco. Uma hora era para cuidar de patrimônio público, outra para fiscalizar trânsito. E, em meio a todas essas mudança, a persistência da polêmica se deve ou não usar armas letais. Amparados por ações judiciais, os guardas resolveram se armar por conta própria. Convencida do inevitável, em 2016 a Prefeitura decidiu comprar as armas, mas não efetivou.

A questão de armar ou não armar a Guarda não pode ser decidida no calor da emoção. O que transparece, no entanto, é erro de avaliação de prioridade. Não em relação à compra das armas em si. Antes disso, é preciso avaliar o cenário relativo ao devido treinamento para usá-las. E para redirecionar a corporação de uma vez por todas a funcionar como uma força de segurança pública com todo preparo que vai demandar.

 

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