Editorial

  • Terça-feira, 22 de Agosto
  • Se não existe esforço, não tem progresso!
Domingo, 13.08.17 às 00:00

A pedagogia do radar

Arte - Editorial - 12072017

“Radar é para educar as pessoas, não para arrecadar”, disse o vereador Paulo Pauléra (PP) em reportagem publicada na edição de ontem pelo Diário, que trouxe um balanço das infrações ocorridas no primeiro mês de funcionamento de quatro novos aparelhos: 8.180 motoristas foram multados no período por excesso de velocidade. Eles foram flagrados pelos dois radares do viaduto de acesso à região Norte de Rio Preto, por um na avenida Brasilusa e outro na avenida da Saudade - 70% das multas foram registradas na avenida da Saudade, onde o limite máximo permitido é de 40 quilômetros por hora. “É um roubo legalizado”, insistiu o parlamentar Pauléra.

A exemplo dele, vereadores de oposição mais preocupados em fazer discurso político oportunista do que avaliar de forma técnica e neutra vão na mesma linha do discurso fácil, que tenta angariar simpatia de motoristas infratores. Opositores de comportamento tacanho são tão perniciosos quanto governistas aduladores. Para eles, e para o chamado jogo político deles, pode até ser assim que funciona, mas não é o que interessa para a população.

O motorista que respeita a lei e não está preocupado em levar vantagem, não deve ter dificuldade para entender que radar não é para educar nem para arrecadar. Radar é para multar. Para educar, existem as campanhas educativas; para ensinar técnicas de condução e orientar sobre legislação, existem as aulas de autoescola, que todo motorista precisa frequentar se quiser ter acesso à Carteira Nacional de Habilitação. Aliás, a própria multa pode ser considerada um mecanismo de educação - é pedagógica, ensina pela dor no bolso, além de prever perda de pontos na carteira e levar o infrator aos cursos de reciclagem.

Obviamente, os equipamentos devem ser instalados seguindo critérios técnicos e legais, e mantidos em perfeitas condições de operação, de forma a não multar errado nem confundir os condutores. Esse é o ponto a ser observado com a devida atenção, que inclui não só cuidar da manutenção de aparelhos, mas cultivar processos de melhoria contínua de todo o sistema de trânsito. Nos casos em questão, os equipamentos só começaram a funcionar após período de testes, com aviso antecipado e sinalização por todos os lados. Se mesmo assim o motorista se sentir prejudicado, o caminho é juntar provas e apresentar recurso.

A Câmara Municipal pode e deve debater o sistema de fiscalização de trânsito, até para cumprir seu papel e sua obrigação. O que não se aceita é o discurso vazio, o achismo malandro, a tendenciosidade ao analisar exceções como se fossem regras. Pauléra disse que o sistema de radar de Rio Preto é um “roubo legalizado”. Fará um bem enorme à população quando decidir, honestamente, contar tudo o que sabe.

Comentários

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 15,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Facilite seu acesso agregando uma
conta de rede social ao seu perfil
Sexo
Confirme seu cadastro

Para acessar nossos conteúdos especiais é necessario que você ative seu cadastro.

Acesse seu e-mail e clique no link que lhe enviamos. Caso não tenha recebebido, digite abaixo seu e-mail.