É a vida

  • Domingo, 20 de Agosto
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Millena Grigoleti

Histórias de gente com sorrisos e lágrimas, erros e acertos, limitações e muitos, muitos sonhos. Pelas palavras de uma menina que resolveu ser jornalista para contar histórias incríveis e mostrar um pouco da vida. Contato: [email protected]

Sexta-feira, 16.06.17 às 00:01

As surpresas da vida de Mari e Sérgio

Millena Grigoleti
Arquivo Pessoal Com três filhos criados, casal adota mais duas meninas / Blog É a Vida
Mari e Serginho estão juntos há 21 anos. Juntos, têm agora cinco filhos e em menos de um mês nasce a primeira neta (Foto: Arquivo Pessoal)

Juntos há 21 anos e pais de três meninos, Marizângela Cristina Biazi de Souza e Sergio Ney José de Souza, de 37 e 40 anos, já estavam prontos para serem avós – em breve nasce a primeira neta. Há cerca de um ano, no entanto, sem previsão ganharam duas filhas, uma hoje com 15 e outra com oito anos. 

Carolina e Juliana (nomes fictícios para preservar a identidade das meninas) chegaram como apadrinhamento afetivo. “A gente começou delas virem aos finais de semana. Depois de um mês veio a sugestão da gente ser a família acolhedora delas. Tentamos a guarda provisória e estamos entrando no processo da guarda definitiva”, conta Mari. Os minissionários estão acostumados ao convívio com crianças e receberem pequenos em casa - além de família acolhedora, eles também comandam o projeto Geração Futuro, que trabalha na comunidade junto a crianças e adolescentes. Apesar do amor que sentem por quem passa pelo seu lar, logo sentiram algo diferente pelas irmãs e a perspectiva de que pudessem ficar juntos. 

No começo, as meninas vinham para a casa dos agora pais aos finais de semana, chegando depois do almoço na sexta e indo embora na manhã de segunda para a Casa Lar. “Quando elas voltavam a gente sentia falta delas, e elas da gente também. A gente ficava contando as horas para sexta-feira para pegá-las novamente”, lembra Mari.

O casal achava que estava ajudando as crianças, mas descobriu que na verdade foram elas que estenderam a mão. “Abriram uma outra mentalidade na nossa vida, aprendemos muito com elas”, diz a mãe. Um dos ensinamentos foi desfazer o mito que crianças e adolescentes que passaram por algum problema são grosseiros, infelizes e sem alegria. “Elas são muito alegres, ensinaram a ser agradecido a todo instante.” A mãe das duas faleceu e o pai já esteve preso, por isso viviam em uma Casa Lar.

O vínculo com Juliana, de 8 anos, veio mais rápido. Carolina, que já tinha passado por problemas judiciais por conta de seu temperamento, também logo criou laços. “Foi rápido também. Hoje é diferente, teve uma mudança muito grande, hoje existe sim esse vínculo. Eu tenho me surpreendido porque ela se tornou minha amiga, eu amiga dela. Aquela coisa de conversar, trocar. Tem sido uma experiência muito boa, a gente não mudaria.”

As duas têm uma irmã biológica de 12 anos que não se acostumou à nova família e preferiu ficar na Casa Lar. Sempre que deseja, ela visita as outras duas. “A Carolina era responsável por cuidar das irmãs. Hoje ela é filha e irmã, não tem mais papel de ter que ser responsável por elas. Para elas é bom. Hoje a responsabilidade é nossa. Ela é adolescente como todo mudo”, fala Mari.

Sérgio nunca pensou em ser pai de menina e lembra que entre a chegada delas e o nascimento do último filho há um espaço grande – Mateus, o mais velho, tem 21, bem como Henrique, também filho do coração, que chegou aos 18 à família. Hoje ele está se formando como missionário na região norte do país, na Amazônia. Samuel está com 18. “Aí chegam essas duas de repente, mas tem sido muito bom. Desde o momento que elas chegaram na nossa vida é amor.”

Casal adota duas filhas / Blog É a Vida Os irmãos Samuel, Henrique e Mateus (camiseta preta)

O que era para ser temporário se tornou definitivo e hoje a família não é completa sem Carolina e Juliana. Como todo pai, o pastor Serginho, como é conhecido, é ciumento. Ele decretou que a mais velha só pode namorar a partir dos 25 anos. “Fui criado muito solto, uma criação distante no sentido de carinho, de estar junto, cada um meio por si. Para mim o contexto de família é diferente hoje, esse ciúme que a gente tem de amor, de cuidado, de querer o melhor para eles”, afirma.

Mesmo com uma mesa grande à disposição em casa, a família se acomoda em uma menor para fazer as refeições. Mari e Sérgio já viraram pai e mãe e Mateus, Henrique e Samuel os irmãos. Na casa também mora a esposa de Mateus, Amanda, que está grávida – Heloisa deve chegar entre o final deste mês e o começo de julho. Junto com todo mundo estão as cachorrinhas Kakau e Kika. 

“A gente fica muito junto, é até estranho. Na sala está todo mundo, na cozinha todo mundo, o tempo todo”, conta o pai. Os planos para o futuro são grandes. “Que elas sejam nossas filhas oficialmente, ter o nosso sobrenome”, diz Mari.  

 

 

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