Rio-pretense que mora no norte da Itália estoca comida e água Diário da Região - Saúde

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    • São José do Rio Preto
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26/02/2020 - 12h20min

CORONAVÍRUS

Rio-pretense que mora no norte da Itália estoca comida e água

Cidade onde a família vive não há casos confirmados de coronavírus, mas a população está em alerta. Instituições públicas e privadas suspenderam suas atividades até segunda ordem

Divulgação A rio-pretense Vânia Bovaroti que mora em Ordezo mostra que em alguns mercados faltam produtos
A rio-pretense Vânia Bovaroti que mora em Ordezo mostra que em alguns mercados faltam produtos

O país europeu com maior número de mortes em decorrência do novo coronavírus é a Itália. Já são 11 mortes confirmadas e mais de 320 casos de infecção no país, de acordo com o governo. A região mais afetada é a norte, precisamente em Lombardia. Em Veneza, outra cidade ao norte, a tradicional festa de carnaval foi cancelada. Apesar dessa região ser a mais afetada, o governo confirmou que, no último levantamento, três mortes do vírus ocorreram no sul do País, onde não havia registros.

A rio-pretense Vânia de Cássia Bueno Zanelato Bovaroti mora em Ordezo, cidade de 20 mil habitantes, norte do país, na região de Veneto, na provícia de Treviso. Há 5 anos morando na Itália, nunca presenciou uma situação semelhante. Por lá, as pessoas evitam sair de suas casas. “Eu e meu marido fomos ao centro da cidade, no período da manhã, e estava vazio. Inclusive, por ser período de carnaval era para ter mais gente, mas me parece que a festa que aconteceria na praça foi cancelada por causa do coronavírus”. Na região, há uma morte na capital da província em Treviso (a 28 km de Ordezo) e centenas de casos já confirmados.

Escolas, centros culturais, algumas lojas do comércio estão fechados desde segunda-feira (24) em Ordezo. O esposo Vladmir Bovaroti informa que mesmo a cidade não tenha casos confirmados, alguns moradores têm medo, pois estão dentro de uma região de alerta e muitos aguardam até segunda ordem para voltarem à rotina. “A orientação do primeiro-ministro e do ministro da saúde é a população evitar ficar em lugares públicos com aglomeração de gente, tipo jogo de futebol, show, carnaval e feiras livres, principalmente, nas áreas de risco como em Lombardia, mais ao norte, e nas grandes cidades. No entanto, há regiões na Itália em que as pessoas podem sair normalmente, por exemplo, aqui em Ordezo, onde as escolas não precisam suspender as aulas, mas por precaução começam a fechar tudo. Ninguém quer correr risco”, informa.

Para o filho do casal que também mora na cidade, mas em outra casa com a esposa e dois filhos pequenos, o fisioterapeuta rio-pretense Vladimir Zanelato Bovaroti, existe muita histeria em cima do assunto. “Muitos brasileiros por aqui estão preocupados sim, até porque, queira ou não, estamos em um outro país onde o risco é real. Porém, acredito que tudo isso é muita histeria do momento. O vírus está aí e devemos nos cuidar com as medidas de prevenção possíveis, como higiene e manter-se com a imunidade boa. Mas são prevenções que devemos tomar sempre, independentemente deste novo vírus. Como veio à tona dessa forma, quem sabe agora todos comecem a repensar sobre tudo isso”, enfatiza o fisioterapeuta.

Corre-corre nos supermercados

Nos supermercados, o movimento dos moradores da cidade é para garantir o estoque de alimento e água por, pelo menos, 15 dias. “A hora que eu vi como o povo estava agitado, a televisão falando sobre o vírus 24 horas, que a Itália entraria em quarentena, eu corri para o mercado. Inclusive, estava lotado; para estacionar o carro foi difícil”, relata Vânia. Apesar do medo do risco de contaminação, a situação agora está mais tranquila, alguns mercados estão conseguindo repor produtos das prateleiras.

Outra brasileira que vive na Itália, na cidade de Rho, ao redor de Milão, é a paulistana Cristiane Piotto, 52 anos. Informa que as prateleiras dos supermercados em sua cidade e na grande Milão estão completamente vazias. No domingo, quando houve o anúncio, milhares de pessoas correram ao mercado. “Agora, a orientação é se for fazer compras, o ideal é usar máscara. Sair de casa, só se for de extrema necessidade”, conta.

Leia mais na edição impressa do Diário da Região de quinta-feira, 27.

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