Diário da Região

05/06/2019 - 00h30min

Para não esquecer

Massacre na China completa 30 anos

Reprodução/ internet Governo chinês silenciou informações sobre o tema histórico
Governo chinês silenciou informações sobre o tema histórico

A China recordou nesta terça-feira, 4, os 30 anos da repressão na Praça da Paz Celestial (Praça Tiananmen) com um doloroso silêncio e um forte esquema de segurança que deteve ativistas e tornou mais rígido o controle da internet.

Em um dia cinza e nublado, a polícia verificava documentos de identidade de cada turista e passageiro que saía da estação de trem nas proximidades da Praça, palco da sangrenta repressão de junho de 1989. O esquema de segurança dificultava a entrada de jornalistas estrangeiros no local, enquanto os policiais gritavam que não era permitido tirar fotos.

A Praça era ocupada por centenas de pessoas, incluindo crianças com a bandeira chinesa sobre os ombros dos pais, que formaram fila para passar pelos controles policiais e entrar no local para a cerimônia de içamento da bandeira.

Na noite de 3 de junho de 1989, soldados sufocaram a revolta após sete semanas de manifestações e greves de fome de estudantes e operários que pediam o fim da corrupção e mais democracia.

O número exato de mortos é desconhecido. Dois dias depois do massacre, o governo falou em "quase 300", incluindo militares, na repressão do que qualificou como "distúrbios contrarrevolucionários".

O embaixador do Reino Unido na época falou em 10 mil mortos e a Cruz Vermelha Chinesa, em 2,7 mil. Em geral, segundo dados hospitalares, estima-se que houve entre 400 e mil mortos.

O governo chinês impõe silêncio sobre o tema na imprensa, na internet, nos livros, nas apostilas escolares e nos filmes, exceto em raras ocasiões, em que se descreve o massacre como "agitação política do ano 1989".

Desaparecimento

Já se passaram três meses desde que o músico chinês Li Zhi desapareceu da vista do público. Primeiro, uma turnê foi cancelada e suas contas em redes sociais foram desativadas. Então, suas músicas foram removidas de todos os principais sites de streaming da China -como se sua carreira nunca tivesse existido.

Li é um artista que toca folk rock. Ele cantava canções sobre problemas sociais e, ao contrário da maioria dos artistas na China, ousou abordar o tema tabu dos protestos pró-democracia da Praça da Paz Celestial que terminaram em derramamento de sangue em 4 de junho de 1989.

"Agora esta praça é o meu túmulo", cantou Li. "Tudo é apenas um sonho".

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso