Diário da Região

13/04/2019 - 00h30min

FOCO NA RESPIRAÇÃO

Tempo seco favorece agravamento de doenças respiratórias

A boa notícia é que exercícios físicos ajudam a evitar esse desconforto

Freepik/Divulgação Rotina de exercícios físico ajudam quem tem doenças pulmonares a evitar os sintomas chatos e até perigosos como falta de ar, dores no peito, tosse, coriza e espirros
Rotina de exercícios físico ajudam quem tem doenças pulmonares a evitar os sintomas chatos e até perigosos como falta de ar, dores no peito, tosse, coriza e espirros

O outono começa e, com ele, para muitas pessoas, vem a chance maior de crises das doenças respiratórias: asma, bronquite, rinite, doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, dentre outras. A boa notícia é que dá para ter maior qualidade de vida com uma rotina de exercícios físicos, que ajudam quem tem doenças pulmonares a evitar os sintomas chatos e até perigosos como falta de ar, dores do peito, tosse, coriza e espirros. Embora esses pacientes crônicos possam ter menor resistência durante o treino, estudos têm mostrado que os esportes ajudam a aliviar o desconforto das doenças.

De acordo com a pneumologista Mariana Bilachi Pinotti Lobregat, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), de Rio Preto, todo exercício físico é benéfico para o paciente que tem doenças pulmonares, porém ela reforça: é preciso que o problema esteja controlado. "O paciente asmático pode praticar qualquer exercício físico, tanto que a gente vê atleta que tem asma jogando futebol, lutando box, correndo."

A médica pontua a necessidade de hidratação maior durante o outono e o inverno, quando chove menos e a umidade relativa do ar cai muito. É preciso estar atento durante todo o dia e durante a prática dos esportes. "Bastante líquido, parar a cada 10 ou 15 minutos e se hidratar, pequenas quantidades de água durante o esforço, mas os exercícios não precisam ser cessados nessa época do ano",  afirma. A orientação é interromper as atividades físicas durante as épocas de crise até que se consiga controlar os sintomas. "Nenhum exercício é proibido desde que a doença do paciente esteja controlada, e ele tenha uma boa aptidão cardiorrespiratória."

Se puder, nade

Pixabay/Divulgação Atividades aquáticas são indicadas 
durante o período 
seco do outono
Atividades aquáticas são indicadas durante o período seco do outono

A personal trainer Charlene Trevizan Viana Ferreira afirma que durante o período mais frio e seco a tendência é diminuir a prática de esportes, mas eles não devem ser interrompidos. "Qualquer exercício é bem vindo, mas atividades aquáticas são a melhor opção. Além da elevada umidade do ar no ambiente, a modalidade trabalha com a respiração o tempo todo, aumentando o fluxo de ar, e ainda ajuda a expandir a caixa torácica", diz.

De acordo com publicação do Conselho Regional de Educação Física do Rio Grande do Sul, uma pesquisa da Unicamp, feita com 30 pacientes de 7 a 18 anos de idade, teve sucesso em mostrar que a natação ajuda no controle da asma. Eles praticaram a atividade durante 50 minutos, duas vezes na semana, e ao final de três meses muitos se sentiram curados. A revista pontua que a pressão da água aliada ao fato de o exercício ser na horizontal melhora a respiração. "A natação alonga toda a musculatura intercostal, movimentando a caixa torácica através dos movimentos de braços e trabalhando a musculatura abdominal, o que facilita a respiração diafragmática", explicou Sandra Wegner, profissional de Educação Física com formação em Fisioterapia Aquática pelo Instituto Johan Lambeck, na Holanda, em um artigo publicado no portal Eu Atleta.

"A resistência da água exige que a respiração seja mais forte para facilitar o deslocamento. Com isto, a respiração se torna mais ampla e a musculatura aumenta a capacidade cardiorrespiratória. O ambiente aquático também mantém as narinas úmidas, eliminando a secura normalmente encontrada durante outras atividades terrestres", disse ela na publicação.

Hidratação é fundamental

Freepik/Divulgação Hidratação pode incluir, além da água, bebidas como chás e sucos
Hidratação pode incluir, além da água, bebidas como chás e sucos

Caso o paciente não goste muito de água, não tem problema: o segredo é manter-se em movimento e estar atento a sintomas como dores no peito, falta de ar e fraqueza. É recomendado fazer um bom aquecimento antes do treino. "A vasoconstrição (os vasos sanguíneos ficam mais contraídos) é maior nos tempos frios, o que dificulta a passagem de sangue e consequentemente a hidratação dos órgãos. Com a temperatura corporal mais quente, fica mais fácil a execução do exercício", comenta a personal trainer Charlene.

Ela diz que os benefícios de treinar nessa época são os mesmos das outras estações, porém o gasto energético é potencializado. "Podemos usar isso a nosso favor. Além disso, a preguiça que costuma aparecer nesses dias vai embora com os hormônios que são liberados durante a atividade física."

Charlene ressalta que é importante que o treinador saiba que a pessoa tem alguma doença respiratória. "O exercício físico ajuda a fortalecer a musculatura, mas as pessoas com problema respiratório devem ter cuidado especial com a prática, principalmente nos dias de frio."

Em seu site, a Sociedade Brasileira de Pneumologia dá algumas dicas para os pacientes asmáticos que desejam praticar exercícios físicos, mas que podem servir para todos com alguma doença respiratória: faça um plano de atividade física regular, mas antes de iniciar qualquer programa converse com seu médico - somente assim dá para ter certeza de que ele é o adequado para você. O especialista também poderá indicar medicamentos para ajudar a prevenir a falta de ar durante o treino. Ao sentir qualquer desconforto, procure novamente o hospital ou o pronto socorro.

Além da hidratação constante por via oral - que pode incluir, além da água, bebidas como chás e sucos - medidas simples podem prevenir as crises, como utilizar soro fisiológico nas narinas; manter os ambientes arejados e limpos, livres de poeira mofo e utilizar toalhas molhadas e umidificadores no ambiente. Também ajuda se o paciente souber o que desencadeia suas crises - se são fatores alérgicos (cigarro, poeira, odores, polén) ou relacionados ao clima, por exemplo. V&A

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