Diário da Região

13/04/2019 - 00h30min

Sexualidade

Quando a libido cai

Fatores psicológicos como depressão, ansiedade ou problemas de relacionamento; medicamentos e baixos níveis sanguíneos de testosterona estão entre as possíveis causas

Freepik/Divulgação Queda da libido masculina
Queda da libido masculina

O senso comum costuma ser de que os homens pensam em sexo o tempo todo e estão sempre prontos para a relação, porém não é bem assim que funciona. O impulso sexual (libido) varia muito entre os homens e pode diminuir temporariamente por condições como a fadiga ou ansiedade. A libido também tende a diminuir gradualmente à medida que o homem envelhece. Uma libido persistentemente baixa pode causar sofrimento a um casal. A diminuição da libido é uma redução nesse impulso. As possíveis causas podem ser as mais variadas e incluem fatores psicológicos como depressão, ansiedade ou problemas de relacionamento; medicamentos e baixos níveis sanguíneos de testosterona.

"A falta de libido é um dos problemas que mais acomete a saúde sexual masculina. A perda do desejo sexual pode ocorrer totalmente ou parcialmente, tornando-se assim um problema entre casais, podendo inclusive, gerar crises nos relacionamentos. O transtorno pode causar outros tipos de distúrbios, como dificuldade em alcançar o orgasmo e a dificuldade de ereção", explica o urologista Emílio Sebe Filho.

"A testosterona, que é o principal hormônio sexual do homem, começa a ter uma queda de 1% ao ano, enquanto os fatores emocionais estão mais ligados a pessoas jovens", explica o urologista Carlos Cury, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp). Os fatores orgânicos estão mais ligados a pessoas acima de 40 anos.

As principais causas da falta de libido são a deficiência do hormônio sexual masculino, testosterona e o aumento da prolactina. "A melhor forma de se realizar o diagnóstico é procurar um médico especialista e realizar alguns exames para identificar os níveis de testosterona no organismo", recomenda Sebe Filho, que é o cirurgião especialista em urologia, rins, próstata e prótese.

"Além da baixa da testosterona temos a queda de outros hormônios responsáveis pelo estímulo sexual como a dopamina e a serotonina. Esta última influência diretamente no equilíbrio do desejo", explica o médico nutrólogo Júlio Palazzo. Se essa for a causa, é possível reverter através das dosagens destes hormônios, por exames bioquímicos, com a reposição dos aminoácidos responsáveis pelas suas sínteses.

"A perda do desejo sexual pode ocorrer devido a queda dos níveis de testosterona, evidenciada a partir dos 40 anos e, principalmente, por fatores psicológicos, em qualquer idade", explica o urologista Juliano Fávero.

 

Alimentação dá uma força extra

Você pode apostar também na dieta que vai te dar uma ajuda extra para resgatar sua libido A matéria-prima destes hormônios estão nos alimentos por exemplo a serotonina tem como seu precursor o L-triptofano. "Principalmente alimentos como vinho tinto seco, ostras, guaraná em pó, chocolate amargo, nozes, amêndoas, cevada, abacate, entre outros", explica o nutrólogo Júlio Palazzo.

A libido na atualidade

A masculinidade (ou, as várias faces da masculinidade) passa por um momento transitório, de adequação e reestruturação da identidade social. E esse processo mexe com a matriz da masculinidade hegemônica que imperou por três séculos (18, 19 e 20) e no 21 vem sendo desconstruída. A grande questão, para responder questões ligadas à sexualidade do homem é: o que é ser homem, hoje? "Diante desse paradigma em sua relação com o mundo e com si mesmo, toda a lógica sexual acaba por ser diretamente afetada", explica o sexólogo Marcus Vinicius Gabriel, mestre em psicologia e saúde e professor da Unorp.

Importante entender a libido, neste aspecto existencial. "Ela está associada ao complexo vital humano, à energia vital e vivenciada em situações que envolvam obtenção de prazer e, na outra ponta, alívio de tensões. Prazeres e tensões caminham lado a lado. Não se dissociam, pois o papel humano está amplamente ligado aos dois extremos", explica Gabriel.

A energia libidinal é, também, um descarte de tensões, ao mesmo tempo que vincula o desempenho sexual à necessidade de prazer. Ou seja, a função da libido é essa: sustentar o prazer orgástico, em detrimento do alívio de tensões, pressões, compressões e, também, do próprio estigma de desempenho sexual.

E onde este fluxo libidinal está sofrendo mais? "Nas perturbações mentais e cognitivas, sobretudo na forma como pensa, o que pensa, para onde vai o pensamento e com que finalidade o pensamento está sendo usado. No campo da afetividade, tão ou mais precioso do que a sexualidade, há no homem um vácuo, sobretudo na vida moderna", diz o sexólogo. Manifestar afetos, sentimentos ou emoções, em um mundo vigiado e monitorado como o atual, trava a relação deste homem com os desejos e instintos sexuais. A libido sofre por ter que resolver a parada, a todo o momento. E o papel dela está mais ligado na relação de equilíbrio da pessoa com ela própria.

Nesse caso, o processo de restabelecimento da libido, se dá após análise dos conflitos, diretamente. "Depois, com a ajuda do terapeuta, admiti-los. Depois, pensar em novas estratégias, nunca antes vivenciadas. Sair da caixa, diria. Confrontar paradigmas e conceitos, quebrar matrizes que engessam a vivência sexual. O homem, no caso, precisa entender que no século 21 as relações humanas mudaram e as sexuais, também. Hoje, afeto ganha mais terreno do que corpo e corpo, muitas vezes, se reduz ao funcionamento genital. Isso joga o homem em uma vala, dura de sair dela. Falar de sexo com a parceria é um componente importante para destravar o corpo e ajudar a libido a ser ativada. Lembre-se: libido não é sexo. Libido é a energia vital, que Freud chamou de sexual. Uma pulsão de vida. Ou seja, a libido está associada ao estilo de vida, ao ritmo, modo de funcionar e se estabelecer na relação com o mundo. Se isso for trabalhado, o aspecto libidinal sexual será mais preparado aos anseios. V&A

Os dez maiores vilões

Obesidade - Afeta de duas maneiras: física, por alteração da tireoide, triglicérides, diabetes e aumento do colesterol, que podem causar queda de testosterona; e psicológica, em que o indivíduo não aceita o próprio corpo, causando a perda de libido.

Estresse - É o principal responsável pela diminuição do desejo sexual. Com o aumento da energia usada na luta contra o estresse do dia a dia, o indivíduo perde o interesse na relação sexual. Em algumas ocorrências o estresse crônico pode resultar em uma redução dos níveis de testosterona.

Depressão - Causa a falta de apetite, isolamento, dificuldade em fazer tarefas cotidianas, culpa e sentimento de impotência, afetando o apetite sexual.

Ansiedade - Pessoas que apresentam sintomas de ansiedade como transtorno obsessivo compulsivo e síndrome do pânico, podem apresentar menos interesse sexual, em virtude do estado psicológico.


Drogas e álcool - O uso excessivo pode influenciar na liberação de hormônios como a serotonina, progesterona e testosterona, causando a queda de libido. Eles podem alterar também o fluxo sanguíneo, afetando a ejaculação e a ereção.

Diminuição da testosterona - Os níveis de testosterona e prolactina costumam aumentar e diminuir com o passar dos anos, causando queda de libido, perda de massa muscular e óssea, irritabilidade, indisposição, fadiga e gordura abdominal.

Tabagismo - O hábito de fumar, pode causar disfunção erétil aguda e crônica. Os componentes do cigarro (nicotina e alcatrão) após inalados, acabam na corrente sanguínea e são depositadas nos tecidos vasculares penianos, que posteriormente ficam fibrosos e não conseguem se estender, promovendo contrações, causando assim a dificuldade de ereção.

Disfunção erétil - Consiste na dificuldade em alcançar e manter a

ereção do pênis para garantir uma penetração satisfatória. O problema ocorre devido à quantidade insuficiente de sangue na região, ou quando não se mantém no órgão pelo tempo necessário para provocar o enrijecimento. Com os sintomas, o indivíduo tende a apresentar falta de desejo sexual.

Hiperplasia prostática benigna - É o crescimento excessivo da próstata, que ocorre ao decorrer dos anos. Quando o desenvolvimento é excessivo, a uretra sofre compressões, dificultando a ereção. Os principais sintomas são a necessidade constante e dificuldade para urinar, e sensação de bexiga cheia. Levando assim à disfunção erétil e queda da libido.

Medicamentos - Algumas medicações utilizadas para o tratamento de doenças como depressão, hipertensão arterial e úlceras podem afetar os principais receptores da serotonina, diminuindo o interesse sexual.

Fonte - Emilio Sebe Filho, urologista

Como resgatar a libido

Seja saudável, ativo e tenha uma alimentação balanceada - Para se ter um desejo sexual constante, é preciso que o organismo funcione corretamente. Isso significa praticar atividades físicas regulares e se alimentar saudavelmente. Quando esses aspectos estão desregulados, é normal que o homem comece a manifestar, involuntariamente, problemas na qualidade da vida sexual

Consuma alimentos afrodisíacos - Alimentos afrodisíacos são aqueles capazes de promover maior circulação sanguínea na região sexual ou estimulação direta de hormônios. Bons exemplos são: amendoim, leguminosa rica em vitamina E, vitamina do complexo B e arginina; e maca peruana, vegetal com grande

valor nutritivo, responsável por uma elevação do trabalho do metabolismo corporal

Saia da rotina e seja mais criativo - Em muitos casos, a queda da libido sexual pode estar relacionada à manutenção de certa rotina dentro do relacionamento. Nesse cenário, a mudança nos hábitos diários e sexuais pode reacender o desejo

Controle o consumo de álcool - Alguns homens sofrem com a falta ou queda de libido sexual por conta do consumo excessivo de álcool. A bebida pode aumentar confusão mental, desânimo e sono, resultando em uma queda no desejo sexual

Fonte - Emílio Sebe Filho, urologista

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