Diário da Região

31/01/2019 - 00h31min

SEXUALIDADE

Casais devem explorar novas experiências para melhorar a relação

O dia a dia, as responsabilidades cotidianas, a correria do trabalho, as questões financeiras, os filhos e a rotina cansativa colaboram para que a vida sexual acabe ficando em segundo plano

Pixabay/Divulgação Momentos íntimos são essenciais para manter a relação harmônica entre os parceiros
Momentos íntimos são essenciais para manter a relação harmônica entre os parceiros

Muitos casais se queixam que o relacionamento esfria depois que eles sobem no altar. A excitação do início do relacionamento vai se perdendo com o passar do tempo e a falta de sexo no casamento rola com certa frequência. O dia a dia, as responsabilidades cotidianas, a correria do trabalho, as questões financeiras, os filhos e a rotina cansativa colaboram para que a vida sexual acabe ficando em segundo plano. No entanto, a falta de prazer proporcionada por uma noite de sexo, de desejo e intimidade traz problemas para a vida amorosa.

A ginecologista Clícia Quadros afirma que a falta de sexo no casamento é mais comum do que se imagina. "Com o decorrer do tempo é comum que a vida sexual do casal caia na rotina, deixando o sexo de lado por cansaço, falta de tempo ou simplesmente por falta de interesse. Tanto o homem quanto a mulher não sentem a necessidade de trazer novidades para o quarto e não apimentam a relação, causando o desinteresse e distanciamento dos dois."

No entanto, a falta de intimidade não é normal. Clícia revela que momentos íntimos são essenciais para manter a relação harmônica entre os parceiros. "É comum que a relação não continue a mesma com o passar dos anos por conta das mudanças que ocorrem na vida do casal, no entanto, o sentimento de amor e desejo devem prevalecer. Quando um ou ambos não sentem mais disposição para a pratica sexual é preciso procurar ajuda de um especialista para saber qual a causa."

Problemas ligados à saúde pode ser um dos motivos. "Podemos dizer que o prazer está diretamente ligado à saúde e bem-estar. Muitas mulheres, por exemplo, enfrentam essa situação de falta de prazer na faixa dos 45 e 50 anos, por conta da queda da libido que influência diretamente no desejo sexual", explica Clícia.

Descartando os problemas ligados à saúde, esse quadro é uma consequência da vida contemporânea, com dupla jornada de trabalho, estresse, falta de tempo e preocupações. A ginecologista afirma que o estresse, cansaço, depressão, baixa autoestima, entre outros problemas do cotidiano, são as principais causas da insatisfação na cama entre mulheres jovens, pois essas desordens hormonais diminuem o interesse e disposição na hora do ato, gerando desconfortos como ardência ou sangramento devido à falta de lubrificação da região íntima." Em algumas situações o sexo é visto como mais um dos afazeres domésticos, se tornando uma obrigação para satisfazer o parceiro ao invés de buscar o próprio prazer."

Busca de intimidade

O sexo é prioridade, na maioria das vezes, quando existe confiança, carinho, troca de desejo, assertividade e comunicação na vida do casal, segundo Ana Monachesi, terapeuta e educadora sexual. "Quando uma destas coisas não acontecem, um dos dois acabam se queixando da diferença e falta, e isto não gera mais uma sensação prazerosa e alguém acaba de afastando. Quando a comunicação está falha, não se fala mais sobre questões sexuais, e existe uma disfunção de fato, como a ejaculação rápida, dor, falta de lubrificação, orgasmo e libido, é preciso buscar ajuda. Neste cenário é preciso tratar o casal e não apenas um dos envolvidos."

Ana afirma que o sexo não deve se tornar um evento raro na vida dos casais. Não é possível saber com exatidão quantos vivem um casamento sem sexo no Brasil, entretanto, estudos aprimorados revelam que existem técnicas, medicações, terapias e exercícios para serem feitos entre as quatro paredes que ajudam o casal a resgatar a intimidade. "O problema é que as pessoas não procuram um

Para apimentar o relacionamento de longa data, Ana Monachesi sugere que o casal retome comportamentos e ações que eram interessantes no início do relacionamento. "Resgate o que excitava, os desejos que foram se perdendo, cuidado e atenção. Tudo isto pode reativar o desejo sexual e resgatar um momento de satisfação. Grande parte dos casais, que se empenham, conseguem retomar a vida sexual. Mas, quando não conseguem, é preciso buscar ajuda com um especialista."

Manutenção e priorização das atividades sexuais

O psicólogo Oswaldo Rodrigues, do InPaSex (Instituto Paulista de Sexualidade), afirma que a função do sexo vai muito além da biológica e pode ser sentida na falta de integração do casal. "O principal fator para esta condição é o casal não ter produzido planos de futuro para a manutenção e priorização das atividades sexuais. É um problema de casal, de como o casal se formou e de como não conversara sobre planos de futuro."

A falta de sexo não acontece de uma hora para outra. Além disso, a vida sedentária, tabagismo, bebidas alcoólicas e má alimentação tiram a disposição para o sexo. Rodrigues afirma que muitos hábitos cotidianos são contrários às atividades sexuais, que inclui falta de horas de sono e priorização dos filhos e do trabalho. "Tudo se desenvolve ao longo de muitos anos, destruindo um futuro nem sequer pensado de maneira racional. Como cada hábito produz alguns ganhos e ao longo do tempo se desenvolve e se mantém competindo com a vida sexual, que por ser considerada 'natural', é percebida como não sendo necessário que se façam esforços para que se desenvolva."

Reestruturação

A intimidade, no entanto, pode ser resgatada. "A intimidade sexual depende de exercitar o sexo, conhecer os fatores cotidianos que afetam a vida sexual e compreender o que se está chamando de sexo. Este fator é importante, pois se uma pessoa não considera sexo como algo que depende do relacionamento do casal, nada poderá ser feito. Será necessária a mudança de postura e compreensão nova do que se denomina sexo, quais são os comportamentos pró-sexuais que o casal precisa desenvolver, e então poder discutir sobre possibilidades antigas e novas de comportamentos sexuais, além da penetração", afirma Rodrigues.

O psicólogo afirma que é preciso reestruturar os comportamentos do casal. "Estabelecer dias e horários nos quais não existam outras atividades competindo com o sexo é necessário, pois a agenda foi estabelecida sem a consideração de dias e horários para atividades sexuais. É importante estabelecer em conjunto quais ações e comportamentos sexuais querem ou precisam para que ambos se excitem fisicamente."

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