Diário da Região

12/01/2019 - 00h30min

CRIANÇADA EM MOVIMENTO

Praticar esporte na infância traz benefícios para o desenvolvimento integral

Criança pode sempre praticar atividade física, mas de acordo com sua faixa etária

Johnny Torres Livia e Antonio José já competem em torneios de tênis e sonham em ser profissionais
Livia e Antonio José já competem em torneios de tênis e sonham em ser profissionais

Segundo o Ministério da Saúde, a atividade física beneficia o adolescente porque cria capacidade de adaptação gradativa ao trabalho; aumenta a capacidade de trabalho em grupo; desenvolve a capacidade de resiliência, ou seja, de lidar com frustrações; ajuda no desenvolvimento da personalidade, da capacidade harmônico física e de habilidades técnicas e favorece a descoberta de quais aptidões o jovem tem. Criança pode sempre praticar atividade física, mas de acordo com sua faixa etária. O esporte mais adequado deve ser indicado por um especialista. 

Os irmãos Lorena, de 6 anos, e João Arthur, de 2, fazem natação. A mãe, Loreane Segantini Volpi, bióloga de 32 anos, conta que a menina começou no esporte com um ano e nove meses. "Acredito que a natação seja o esporte mais completo por melhorar a respiração, aumento da resistência do organismo, coordenação motora e um soninho mais tranquilo", pontua. João Arthur tem asma e iniciou no esporte em novembro, depois de um intervalo sem crises. O menino não tem nenhum medo da água, mas Loreane entra na piscina com o filho e acha que isso fortalece o vínculo entre os dois. "Além do desenvolvimento da parte física, tem da mente e sociabilidade. É uma alegria contagiante ver a Lorena mostrar que está aprendendo a nadar de costas, soltar bolhas pelo nariz embaixo da água, dar cambalhotas, ir até o fundo da piscina", enumera.

Livia Rodrigues Daud, de 12 anos, e Antonio José Costantini Marques, de 8, jogam tênis há alguns anos e têm o sonho de se tornarem profissionais - ambos já competem em torneios. Ela acredita que o esporte impacta em sua vida. "Eu vejo muita diferença entre eu e meus amigos porque minha cabeça fica diferente, a gente fica um pouco mais responsável", diz. "Eu gosto de me enturmar, jogar", conta Antonio. 

Gabriel Aljona Nogueira, 9 anos, joga basquete há um ano e meio. "Ele adorou desde o primeiro dia, as crianças do projeto são bem unidas, ajudam bastante, e a técnica incentiva bastante", conta a mãe, Juliana Dortt Aljona Nogueira, autônoma de 38 anos. "Ele ficou mais concentrado nos estudos. Está com peso correto para a idade, quando menor teve várias crises de asma, mas com o projeto acabou. O irmão de 12 anos, Eduardo, também faz e conseguiu diminuir bastante o peso."

Ingrid Ottoboni, professora de natação, acredita que nas férias os pais têm em mãos uma grande oportunidade de inserção dos exercícios físicos na rotina dos pequenos. "No período, as atividades devem ser praticadas de forma lúdica e descontraída, buscando a saúde física sem esquecer do bem-estar mental", orienta. Outra recomendação é buscar, para os iniciantes, uma atividade em que a criança tenha demonstrado interesse, nunca forçando a nada. "Nem toda criança tem aptidão ou porte físico para todas as atividades."

Todo esporte é bem-vindo, mas a educadora física Danielli Garcia Curti, professora de basquete, ressalta que é indicado praticar sempre - pode começar nas férias, mas tem que dar continuidade. "Crianças não comem nem vão ao médico só nas férias, então por que tão pouco tempo de cuidado com o corpo e desenvolvimento de uma forma geral pode ser suficiente?", questiona. As atividades físicas para os pequenos devem proporcionar desenvolvimento físico, mental, psicológico e motor, além do relacionamento com outras crianças de forma sadia, criando senso de comunidade. 

Segundo Ingrid, os esportes para os pequenos auxiliam no fortalecimento dos ossos, estimulam o hormônio do crescimento, diminuem o risco de sedentarismo na fase adulta, melhoram a autoestima e colaboram para manutenção do peso. "Natação, ballet, judô, karatê e futebol são excelentes. Essas aulas prezam pelo convívio em grupo", afirma. A atividade, a intensidade e a duração de cada treino deverão ser recomendadas por um educador físico com base no perfil e na idade da pessoa. 

O instrutor de tênis Edvaldo Oliveira destaca a integração social proporcionada pelo esporte, a disciplina que ele traz, pois o pequeno aprende a ser responsável com o cumprimento de horários, e aprender a conviver com sentimento de saber ganhar e perder. "Nessa vida tanto dentro do esporte como fora a gente tem que saber lidar com ganhar e perder. O tênis é um esporte individualizado, então temos na escola crianças treinando juntas, mas amanhã jogam o torneio um contra o outro. Isso mostra que quando entra na quadra é competição, quando sai continua amigo." O profissional acredita, conforme aconteceu consigo mesmo, que quem pratica exercícios físicos tende a continuar ativo quando adulto. V&A

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